RJ: Conselho de Engenharia registra 3,5 mil construções irregulares por ano

Segundo o Crea-RJ, obras irregulares estão espalhadas por toda capital; zona oeste também abriga inúmeras obras ilegais, como o prédio que desabou nesta quinta

Bombeiros tentam tirar vítimas sob escombros de prédio que desabou no Rio
Bombeiros tentam tirar vítimas sob escombros de prédio que desabou no Rio Foto: Reprodução/CNN Brasil (03.jun.2021)

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

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O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Cosenza, afirmou à CNN nesta quinta-feira (3) que a instituição registra por ano, em média, 3,5 mil construções irregulares no Rio de Janeiro. 

Ele destacou que as denúncias de irregularidades estão espalhadas por toda a cidade, entretanto, ressaltou que a zona oeste da capital é conhecida por abrigar muitas obras ilegais, como é o caso do prédio que desabou na madrugada desta quinta e matou um homem e uma criança – pai e filha. Outras quatro pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas ao hospital. 

Para o engenheiro, a falta de mão de obra especializada é a principal irregularidade registrada pelo Crea-RJ, representando 65% das obras ilegais na capital fluminense. As construções sem alvará e feitas em áreas de preservação natural também aparecem como outras irregularidades.

“Temos que criminalizar o quanto antes quem pratica a engenharia de forma ilegal. Uma pessoa que constrói um edifício sem saber o que está fazendo, corre o risco de matar diversas pessoas”, ressaltou o presidente do Crea-RJ.

Cosenza disse também que engenheiros do Conselho Regional de Engenharia irão auxiliar na perícia do imóvel que desabou em Rio das Pedras, na zona oeste da cidade. Entretanto, a análise só será feita após a liberação da área pelo Corpo de Bombeiros.

Procurada pela CNN, a prefeitura do Rio de Janeiro ainda não se pronunciou sobre as construções irregulares localizadas em Rio das Pedras.

Prédio desaba no Rio de Janeiro
Prédio de quatro andares desaba no Rio de Janeiro
Foto: Isabelle Saleme/CNN Brasil

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