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    RJ: médico francês que agrediu porteiro terá que pagar R$ 50 mil de indenização

    A condenação diz respeito à agressão física e ofensas raciais proferidas pelo francês Gilles David Teboul ao porteiro do prédio em que morava, em Copacabana, em 2022

    Médico foi condenado pela 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio
    Médico foi condenado pela 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio Divulgação/CNJ

    Isabelle Salemeda CNN

    O médico francês Gilles David Teboul foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais ao porteiro Reginaldo Silva de Lima. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, o estrangeiro agrediu fisicamente e praticou ofensas raciais ao trabalhador do prédio em que morava, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.

    O médico já havia sido condenado em primeira instância a pagar R$ 10 mil. Porém, o porteiro recorreu contra o valor estipulado. No julgamento, realizado nesta quarta-feira (10), os magistrados acompanharam, por unanimidade, o voto do relator, desembargador Juarez Fernandes, e aumentaram o valor da indenização.

    “Conclui-se que a sentença que se pretende modificar foi proferida de forma contrária à jurisprudência predominante relativamente ao ínfimo valor arbitrado a título de quantum indenizatório, merecendo reforma tão somente nesse particular, mantendo-se os demais termos da sentença por todos os seus fundamentos. Por tais motivos, voto no sentido de dar parcial provimento à apelação tão somente para majorar os danos morais de R$ 10 mil para R$ 50 mil, mantendo-se os demais termos da sentença por todos os seus fundamentos”, opinou o magistrado.

    Em seu voto, contudo, o relator negou o pedido do porteiro para condenação do médico ao pagamento no valor de R$ 6.000, a título de danos materiais, por mudança de sua rotina de gastos com transporte e outras despesas após as agressões.

    “Os gastos apontados na inicial, referentes a despesas com combustível, faturas de cartão de crédito e carnês inadimplidos, não evidenciam o necessário nexo de causalidade com as agressões perpetradas pelo réu”, definiu.

    No dia 22 de junho de 2022, irritado após constatar que o elevador do edifício onde residia estava com defeito, o médico passou a ofender o porteiro, dizendo que ele não tinha capacidade para trabalhar como porteiro. Segundo os autos, o estrangeiro disse ao trabalhador que ele era “um negro, macaco”. Reginaldo ainda foi agredido por Gilles com socos.