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    Rompimento de mina em Maceió “não oferece nenhum risco”, diz Defesa Civil de Alagoas à CNN

    Coronel Moisés Melo, coordenador geral da Defesa Civil Estadual, explicou que o incidente não leva risco à população

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O rompimento da mina 18 em Maceió, ocorrido neste domingo (10), não oferece nenhum risco porque ela se “auto-preenche”, disse à CNN o coordenador geral da Defesa Civil de Alagoas, coronel Moisés Melo.

    No final do mês passado, a Prefeitura de Maceió havia decretado situação de emergência por risco iminente de colapso de mina da Braskem na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

    Segundo Melo, o volume originário desta mina era de 120 metros de altura por 60 metros de diâmetro. Portanto, à medida que o teto vira piso, ela vai em direção à superfície.

    “Como essa mina está em direção à superfície, toda a terra que vai caindo vai se autocompletando, e chega em cima de um volume bem menor do que o originário”, disse o coronel.

    “E esse teto chega a entrar na sua base, não compacto como estava originalmente. Consequentemente, ela vai se autopreenchendo, mas há alguns vazios ali ainda. Por isso chegou nessa proporção”, explicou.

    O coronel disse ainda que já se sabia que existia um risco de um rompimento, mas não se sabia qual seria o ponto a que se poderia chegar.

    “Toda essa área já estava evacuada. Tem uma margem de segurança de mais de dois quilômetros. Para se ter uma ideia, a gente fazia cálculo que chegasse a 150 metros, no máximo 300 metros. A população mais próxima está a dois quilômetros de distância.”

    Após o incidente, o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), solicitou uma reunião urgente com o governador de Alagoas, Paulo Dantas, que será realizada ainda neste domingo (10) para tratar dos desdobramentos do episódio e em busca de soluções que contem com a participação do governo estadual.