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    São Paulo estuda obrigar uso de máscara em transporte público

    Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, informou, pelo Twitter, que será obrigatória proteção em ônibus, trens e metrôs

    Passageira de ônibus no terminal Bandeira, em São Paulo, adere ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus.
    Passageira de ônibus no terminal Bandeira, em São Paulo, adere ao uso de máscaras descartáveis por precaução contra o coronavírus. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    O secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, informou nessa segunda-feira (27), pelo Twitter, que será obrigatório o uso de máscaras no transporte público do Estado de São Paulo. A medida ainda não tem data para entrar em vigor. Antes, ele prometeu distribuir o item de prevenção, por sete dias, nos trens, metrôs e ônibus. 
     
    “Estamos buscando a viabilidade para entregar máscaras a todos os passageiros do sistema do transporte público do governo de São Paulo, por sete dias, sendo que, após este período, o acesso somente será permitido por pessoas utilizando máscaras. Os que já puderem, usem máscara”, escreveu. 
     
    Na semana passada, o governo estadual publicou um decreto em que recomenda o uso do item de proteção. 

    A assessoria de imprensa da secretaria disse que ainda não sabe informar o número de máscaras que serão distribuídas. “Estamos buscando formas e procedimentos de higienização dos trens, no metrô e CPTM mais eficientes. Assim como cobrando a limpeza nos ônibus da EMTU e repondo materiais de higiene nos banheiros das operações. Os que puderem, nos ajudem a fiscalizar”, disse Baldy.

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    Antes da pandemia, cerca de 10 milhões de pessoas circulavam, diariamente, por metrô, trens e ônibus no Estado de São Paulo. Houve uma queda de 70% a 80% nesses meios de transporte por causa da pandemia, estima a Secretaria de Transportes Públicos. 
     
    O Estado registrou ontem 1.825 mortes pela COVID-19, 125 a mais do que domingo. Houve também a confirmação de 21.696 pessoas infectadas. Segundo o governo, a doença se dispersa para o interior, litoral e Grande São Paulo, que já respondem por um a cada três mortes e casos no Estado. 
     

     
    Ontem, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, afirmou que mesmo com um total de 8 mil leitos de UTI criados para enfrentar a doença, ainda há risco de pacientes ficarem sem vagas se a taxa de isolamento social permanecer nos índices atuais. Neste fim de semana, a taxa ficou em 52% no sábado e 58% no domingo. Ao longo da semana, tem oscilado em valores abaixo dos 50%. Germann disse que o índice deveria ser de 60%. 
     
    O secretário falou, ainda, que a crise pode ter cinco meses de duração e pediu para a população se resignar. “Temos de ficar em casa cada vez mais. Coloque idosos em casa. Só saiam para trabalhar as pessoas envolvidas nas atividades essenciais.”