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    Seca extrema faz Amazonas colocar 55 cidades em estado de emergência

    Decisão antecipa situação para 35 municípios que a Defesa Civil havia colocado em estado de alerta

    Reunião do governo do Amazonas discutiu a situação no estado em razão da seca na região
    Reunião do governo do Amazonas discutiu a situação no estado em razão da seca na região 29/09/2023 - Diego Peres, Alex Pazuello e Arthur Castro/Secom/Governo do Amazonas

    Guilherme GamaCarol Queirozda CNN

    São Paulo

    O governador Wilson Lima (União), decretou, nesta sexta-feira (29), situação de emergência em 55 municípios do Amazonas afetados pela seca severa que atinge o estado.

    Ele também anunciou outras medidas para reforçar as ações do governo. O decreto é válido por 180 dias.

    Antecipação

    O decreto do governo do estado antecipa o reconhecimento do estado de emergência a municípios que ainda não o declararam com objetivo de agilizar a ajuda às cidades que têm previsão de piora no quadro de seca.

    Segundo a Defesa Civil do Amazonas, atualmente, 20 municípios estão em situação de emergência e 35, em alerta.

    Entre as novas medidas, estão:

    • a dispensa de licitação de contratos de aquisição de bens necessários para os desastres, incluindo a compra inicial de 50 mil cestas básicas;
    • a flexibilização da licença para abertura de novos poços artesianos em áreas afetadas e o amparo a produtores rurais por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
    • também será suspensa a cobrança do valor de R$ 1 nos restaurantes do programa Prato Cheio, coordenado pela Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), em municípios em situação de emergência.

    Dificuldades

    Segundo a Defesa Civil do Amazonas, a previsão é que a estiagem afete 500 mil pessoas no estado.

    “Tem muita gente já com dificuldade para ter acesso a alimentos, segurança alimentar, água potável e outros insumos que são importantes”, disse o governador em pronunciamento à imprensa.

    Lima também citou as dificuldades econômicas por causa da seca “porque é exatamente pelo rio que chegam os insumos, a matéria-prima para a zona franca e também por onde saem os produtos acabados”. Dos 62 municípios, 59 dependem do transporte hidroviário.

    Ao menos 90% das 136 embarcações que atuam nas 116 linhas no estado operam com algum tipo de restrição, segundo a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam). Isso afeta 50% da capacidade de cargas e permite o atendimento de apenas 45% do total de passageiros.

    VÍDEO – Seca pode afetar 60% do transporte no rio Amazonas

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