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    Sistema de reconhecimento facial: 100 pessoas foram presas no RJ

    Funcionalidade está disponível desde último Réveillon e foi alvo de críticas

    Depois de implantação de sistema de reconhecimento facial, 100 foragidos foram capturados no RJ
    Depois de implantação de sistema de reconhecimento facial, 100 foragidos foram capturados no RJ Reprodução/Polícia Militar

    Isabelle Salemeda CNN

    Neste domingo (14), a Polícia Militar do Rio de Janeiro registrou a centésima prisão de criminoso através do sistema de reconhecimento facial, que está em vigor no estado desde o último Réveillon.

    Com mais de 20 passagens criminais, o foragido da Justiça foi preso em Bonsucesso por policiais militares do Batalhão da Maré (22ºBPM). Ele estava com um mandado de prisão em aberto por roubo. Segundo a PM, por conta da tecnologia, o tempo entre o alerta emitido e a abordagem realizada pelos policiais foi de menos de três minutos.

    Segundo a corporação, o uso do Sistema de Videomonitoramento e Reconhecimento Facial tem sido um elemento importante na estratégia de combate ao crime. “A capacidade de analisar um número vasto de possibilidades otimiza muito o trabalho das equipes, principalmente em áreas de maior circulação de pessoas e grandes eventos”, afirmou a PM em comunicado à imprensa.

    Ainda de acordo com a Polícia Militar, a ferramenta será integrada em todas as viaturas da corporação, com a instalação de câmeras embarcadas. A ideia é aumentar a capacidade de monitoramento em tempo real, além de fortalecer a segurança, com ações mais ágeis.

    Apesar dos resultados, a tecnologia foi criticada logo depois da implantação, uma vez que, no início do ano, algumas pessoas foram capturadas irregularmente por falhas de atualização no sistema. A CNN mostrou que, quando começou a operação, dos quatro primeiros presos através do sistema de câmeras de reconhecimento facial, dois acabaram sendo liberados por irregularidades nas detenções.

    Na época, a Secretaria de Segurança Pública disse que as inconsistências do sistema podem ocorrer por uma questão de atualização do banco de dados. “A Secretaria de Segurança está trabalhando para unificar e integrar esses bancos de dados (Polícia, Justiça e Governo Federal) para dar o máximo de automação a este processo”, completa a pasta em nota.

    Já o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou à CNN que existe um banco de dados, validado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disponibiliza informações sobre mandados de prisão pendentes. Este banco é aberto para consulta pública.

    O investimento do Governo do Estado para implantação do sistema foi de R$ 18 milhões, entre equipamentos e softwares.