Cerca de 300 municípios mineiros estão em áreas de risco, diz Cemaden
Das 853 cidades em Minas Gerais, este número representa mais de 30%, com aproximadamente 1,4 milhão de pessoas vivendo em regiões suscetíveis a enxurradas, deslizamentos e inundações
Imagens do segundo dia após fortes chuvas em Juiz de Fora (MG) • Reprodução/Itatiaia
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Dos 853 municípios mineiros, cerca de 300 estão em áreas suscetíveis a enxurradas, deslizamentos e inundações, contabilizando mais de 1,4 milhão de pessoas vivendo em regiões de risco em Minas Gerais.
Este número é apontado na nota técnica do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), divulgado em 2023, com base em dados do Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O levantamento analisa os municípios com maior probabilidade de ocorrência que devem ser priorizados nas ações da União voltadas à gestão de riscos e desastres naturais.
Belo Horizonte possui 389.218 pessoas nessas condições. Já Juiz de Fora, que tem aproximadamente 540.756 moradores, registra cerca de 128.946 pessoas vivendo neste estado. Esse número representa quase 24% da população do município.
O dado chama a atenção, já que Juiz de Fora foi uma das cidades mais afetadas pelas fortes chuvas que causaram destruição, deslizamentos e inundações no início dessa semana. Nesta sexta-feira (27), a Polícia Civil de Minas gerais informou que o município chegou a contabilizar 62 óbitos decorrentes de soterramento.
No ápice do temporal, a cidade registrou pontos completamente alagados, com vias públicas tomada pela enchente e a água chegando à metade das casas.
Segundo o Cemaden, é considerada alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas com drenagem deficiente e inundações na região de Juiz de Fora (MG), devido às condições críticas da drenagem urbana após os acumulados dos últimos dias e à previsão de chuva fraca para amanhã e os próximos dias.
Até o momento, os dois municípios somam mais de 3.500 pessoas desabrigadas e desalojadas. Em razão do temporal, as cidades decretaram estado de calamidade pública, e um plano de contingência precisou ser instaurado.