Gari morto em BH: esposa de empresário diz nunca ter autorizado uso de arma

Delegada casada com René Júnior reiterou que arma utilizada no assassinato de Laudemir Fernandes foi manuseada sem permissão

Vitor Bonets, da CNN*, em São Paulo
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A delegada Ana Paula Balbina, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior, homem que matou um gari a tiros em Belo Horizonte, disse que nunca autorizou que o marido portasse ou usasse suas armas.

A alegação faz parte do depoimento dela prestado à Polícia Civil, no dia 11 de agosto, data do crime. O repórter Renato Rios Neto, da Itatiaia, teve acesso a oitiva nesta terça-feira (23), em que Ana Paula diz nunca ter presenciado Renê manuseando armamentos dela.

Durante a oitiva, ela ainda reforça jamais ter autorizado, cedido, fornecido ou emprestado qualquer arma ao homem. Além disso, ela afirmou que Renê não se comportava de forma agressiva, não usava drogas ilícitas e nem bebia álcool.

Ao ser questionada se o marido sabia onde as armas dela ficavam guardadas, a delegada disse que procurava deixar os armamentos escondidos em um "cantinho na parte alta de uma estante, no escritório da casa".

Ela ainda afirmou que, por ser casada com Renê, acreditava que ele tinha conhecimento do local. Porém, concluiu que não podia afirmar isso com certeza.

Cronologia do caso

*Sob supervisão de Tonny Aranha