Morte de professora: advogado desiste de defesa do filho acusado

Professora foi morta dentro de casa após uma discussão por dívidas financeiras

Daniela Mallmann, da CNN, São Paulo
Imagem mostra filho de professora morta na prisão  • Imagem cedida à CNN/Itatiaia
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O advogado criminalista Gabriel Arruda, que estava à frente da defesa de Matteos França Campos, de 32 anos, que confessou ter matado a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bomfim, de 56 anos, abandonou o caso.

Em um vídeo gravado pelo advogado, ele explica que o escritório de advocacia que representava o filho da professora, analisou o processo e decidiu, por questões de ética, não dar continuidade a defesa de Matteos.

Filho é transferido de presídio após ameaças de morte

“Após criteriosa análise, decidimos em não dar prosseguimento à defesa no processo envolvendo a morte da professora Soraya Tatiana. Tal decisão refere-se a valores éticos e morais do nosso escritório. Já afirmamos os nossos sentimentos a todos familiares, amigos e alunos da querida professora Tati, nos colocando à disposição para qualquer esclarecimento”, declara Gabriel.

Ameaças de morte e transferências

Matteos França Campos, foi preso no dia 25 de julho. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais, em um primeiro momento ele foi encaminhado para o Centro de Remanejamento Gameleira, em Belo Horizonte.

Porém após receber ameaças de morte, precisou ser transferido para o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.

No entanto, ele voltou a ser ameaçado dentro do presídio e a Sejusp precisou transferi-lo novamente para o Presídio de Caeté, na Grande BH, no dia 29 de julho.

Relembre o caso

O crime aconteceu na residência da professora, que após ser assassinada teve o corpo transportado no porta-malas do próprio carro, sendo levado até o viaduto onde foi encontrado no domingo, dia 20 de julho.

Em depoimento, o ex-funcionário público e filho da professora afirmou à polícia que agiu sozinho e enforcou a vítima dentro de casa.

Segundo a polícia, o homem teria discutido com a mãe antes do desaparecimento dela por questões financeiras, uma vez que o rapaz estaria com diversas dívidas em apostas online.

Durante uma coletiva no dia 25 de julho, Ana Paula Rodrigues de Oliveira, delegada responsável pelo caso, afirmou que as dívidas do suspeito provocaram um colapso financeiro, fator que causou diversas discussões entre ele e a vítima.

“Ele alega que teve um surto no momento da briga e isso resultou no crime", explicou.

Ainda em coletiva, a polícia afirmou que Matteos saiu de Belo Horizonte após o crime, em uma viagem que já estava programada, mas logo retornou à capital mineira, passando a morar com o pai.

Até o momento não há indícios de violência sexual e a corporação ainda aguarda o resultado da autópsia para determinar a causa da morte.

Segundo a PM, a mulher estava com marcas parecidas com queimaduras nas coxas e sangramento na região íntima.

Próximo ao corpo, os agentes encontraram uma armação de óculos, mas não havia nenhum documento que identificasse a vítima.