"Motor estava na minha porta", diz moradora sobre queda de avião em BH

Claudete Martins, que mora no edifício há quase 50 anos, afirmou que estava perto da janela do local, quando percebeu que o avião se aproximava

Julia Farias e Daniela Mallmann, da CNN Brasil, em São Paulo e em Minas Gerais
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Claudete Martins, moradora do prédio atingido por um avião de pequeno porte no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4), afirmou à CNN Brasil que o motor da aeronave chegou a cair em frente à porta do apartamento dela.

A mulher, que mora no edifício há quase 50 anos, disse que estava perto da janela do local, quando percebeu que o avião se aproximava.

ouvi um barulho, olhei de novo pela janela, e o avião tinha caído. Eu tentei correr para sair [do apartamento], porque eu achei que ia pegar fogo. A minha porta estava emperrada, o motor do avião estava na minha porta, da sala e da área de serviço."]Eu me assustei. Então, eu falei 'vou sair daqui' [...] ouvi um barulho, olhei de novo pela janela, e o avião tinha caído. Eu tentei correr para sair [do apartamento], porque eu achei que ia pegar fogo. A minha porta estava emperrada, o motor do avião estava na minha porta, da sala e da área de serviço.
Claudete Martins, moradora do prédio atingido

O acidente deixou dois mortos e outros três passageiros feridos. As vítimas foram identificadas como:

  • Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, (piloto);
  • Fernando Moreira Souto (estava no banco do copiloto), de 36 anos;
  • Arthur Schaper Berganholi (sobrevivente), de 25 anos;
  • Leonardo Berganholi Martins (sobrevivente), de 50 anos;
  • e Hemerson Cleiton Almeida Souza (sobrevivente), de 53 anos.

A aeronave de matrícula PT-EYT, em que eles estavam, permaneceu no ar por cerca de cinco minutos após a decolagem. Ela era propriedade de Fernando, havia sido vendida há pouco tempo e estava em processo de transferência na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Veja também: Saiba onde fica local de acidente

Imagens da TV Globo mostram o momento exato em que um avião de pequeno porte cai e atinge o prédio. Veja:

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião também não tinha autorização para operar como táxi aéreo. Ainda de acordo com os dados, o avião também não estava autorizado a realizar serviço aéreo especializado (SAE) ou voos de instrução sob o RBAC nº 141, que diz respeito à voos de instrução.

A FAB (Força Aérea Brasileira) também informou que já iniciou a investigação do acidente aéreo por meio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).