MPMG mira família suspeita de usar posto de combustível para lavar dinheiro
Investigações apontam que envolvidos também sonegavam impostos; eles chegaram a causar prejuízo de R$ 63 milhões ao estado mineiro

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) realizou uma operação, nesta terça-feira (4), contra uma família suspeita de usar um posto de combustível para sonegar imposto e lavar dinheiro. A ação teve por objetivo cumprir seis mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, em Juiz de Fora.
As investigações apontam que a família criou uma organização criminosa e usava da personalidade jurídica do Posto Central, para praticar os crimes. Segundo o MPMG, os envolvidos foram denunciados em 2022 pelo crimes que, ao todo, chegaram a causar um prejuízo de R$ 63 milhões ao estado mineiro.
O MP destaca que a organização criminosa era composta por pessoas da mesma família e começou a operar em 2008. Ao longo do tempo, a sonegação fiscal permitiu que os suspeitos ampliassem o patrimônio familiar, investindo em atividades de transporte e logística de combustíveis e na compra de imóveis.
Além das prisões, a ação também tinha a intenção de apreender 26 veículos e sete imóveis, todos pertencentes à família envolvida no esquema.
Em 2021, em uma outra fase da mesma operação, as investigações apontaram que a quadrilha movimentava quantias significativas em dinheiro em espécie, fator que demonstrou a prática de crimes fiscais.
O grupo também mantinha garagens clandestinas para armazenar combustível fora das normas estabelecidas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), o que levantou a suspeita de que os envolvidos compravam combustíveis furtados e os adulteravam.
Procurada pela CNN Brasil, a defesa do estabelecimento afirmou que está "tomando ciência dos acontecimentos".


