PF desarticula esquema internacional de drogas chefiado por família em MG
Pai e filhas usavam empresas de fachada para comprar veículos e casas de luxo com valores ilícitos; esquema movimentou cerca de R$ 70 milhões em cinco anos
Uma família, composta por um pai e duas filhas, foi alvo de uma ação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (2), em Uberlândia, Minas Gerais. Eles são investigados por integrarem um esquema especializado no tráfico transnacional de drogas, especialmente cocaína.
Segundo as investigações, o dinheiro proveniente dos entorpecentes era direcionado para a compra de bens de luxo, veículos, residências, coberturas, fazendas e até animais de raça. O cabeça da família era o pai, e as irmãs - uma advogada e a outra psicóloga - eram seu braço direito.
O grupo em que eles integravam é suspeito de movimentar R$ 70 milhões em valores ilícitos, no período de cinco anos.
Além dos três, mais 22 pessoas ligadas ao esquema tiveram a prisão preventiva decretada.
Também foram autorizados o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão nas seguintes cidades: Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Cariacica, no Espírito Santo; Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Apenas na cidade de Uberlândia são cumpridos 29 mandados de busca e apreensão.
Veja imagens da operação:
O que diz as investigações?
As investigações se iniciaram em 2024, quando um motorista foi preso com uma grande quantidade de cocaína dentro de seu veículo. A droga vinha da região de Corumbá, da região conhecida como a Rota do Minério, do Mato Grosso do Sul, para a região do Triângulo Mineiro.
"A gente descobriu, com acesso ao celular do motorista, que essa droga viria para a região de Uberlândia e, posteriormente, conseguimos identificar essa liderança local na cidade de Uberlândia.
Ainda segundo as apurações, eles utilizavam de empresas de fachada para lavar o dinheiro do tráfico e adquirerem bens de luxo.
Em menos de dois anos, 11 flagrantes foram lavrados contra a organização criminosa. Ao todo, já foram apreendidas cerca de 2,9 toneladas de cocaína.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, de formação de organização criminosa e de lavagem de dinheiro.
*Sob supervisão de AR.


