PF desarticula grupo que lavou R$ 252 milhões com empresas de fachada em MG

Operação cumpriu 11 mandados no Triângulo Mineiro; líder do esquema, que soma duas passagens por tráfico de drogas, foi preso nesta quarta-feira (12)

Bruna Lopes, da CNN Brasil*, Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
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A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Simulatio, que tem como objetivo desmantelar um grupo criminoso especializado em lavagem de capitais. Um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão: um em Jataí e um em Rio Verde, em Goiás; e nove em Uberlândia, Minas Gerais.

Na operação foram apreendidos quase R$ 20 mil em espécie, 15 celulares, 13 carros, dois computadores, 21 documentos falsificados, 20 cartões bancários, além de duas armas de fogo.

Por determinação judicial, foram bloqueadas contas das empresas envolvidas no esquema, além de 70 veículos, a maioria de luxo, e sete imóveis de alto padrão, todos em Uberlândia.

O nome da operação faz alusão ao termo em latim que significa “simulação”, conectando o modo de atuação do grupo, já que os quatro líderes apropriavam-se de identidades falsas para camuflar as atividades ilícitas.

Segundo apontado pela investigação, o grupo teria movimentado cerca de R$ 252 milhões em valores suspeitos pelo período de cinco anos. Para mascarar a origem dos recursos, os investigados criavam empresas de fachada no ramo do comércio atacadista — incluindo alimentos para animais, cereais e leguminosas, carnes nobres, pet shops, transporte de grãos e bares — usando identidades falsas elaboradas pelo próprio grupo.

De acordo com a PF, o líder da organização, que tem duas passagens por tráfico de drogas, estava foragido até ser preso nesta quarta-feira (12), após apresentar documentos falsos durante uma abordagem da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-050, em Uberlândia.

Os envolvidos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Veja imagens da operação