Autoridades devem definir hoje como será nova autópsia de Juliana Marins

DPU solicitou exame no Brasil e pediu apoio da PF para fazer traslado do corpo ao IML do Rio

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
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As autoridades brasileiras se reúnem nesta terça-feira (1º) para definir os detalhes da nova autópsia no corpo da brasileira Juliana Marins, que morreu após uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A reunião marcada para a tarde hoje deve esclarecer onde e como o novo exame será feito.

A CNN apurou que a Polícia Federal já indicou que está à disposição para colaborar com o traslado do corpo até o Instituto Médico Legal (IML) que vier a ser designado para a realização do exame.

O debate sobre a nova perícia foi impulsionado por uma ação ajuizada no domingo (29) pela Defensoria Pública da União (DPU), por meio da defensora regional de direitos humanos no Rio de Janeiro, Taísa Bittencourt. O pedido foi feito com base na solicitação da irmã da vítima, diante de dúvidas quanto às circunstâncias da morte de Juliana.

A possível demora no resgate, relatado por testemunhas, gerou questionamentos que motivaram a atuação da DPU, que requer uma apuração mais aprofundada.

A petição solicita que a nova autópsia ocorra em até seis horas após a chegada do corpo, previsto para esta terça, ao Brasil, no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro, e que o traslado seja feito por viatura da Polícia Federal ou da Polícia Civil, de forma a preservar evidências.

“Isso pode prejudicar a determinação exata da causa da morte, e interesses legais ou investigativos, já que a família necessita de confirmação da data e horário da morte, a fim de apurar se houve omissão na prestação de socorro pelas autoridades indonésias e instruir demanda buscando a responsabilização civil e investigação residual crimina”, afirmou a defensora Taísa Bittencourt.

Vídeo mostra brasileira morta em vulcão da Indonésia antes de acidente

Além do pedido judicial, a DPU também enviou ofício à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro,nesta segunda-feira (30), solicitando a abertura de inquérito para apurar os fatos. A ação pede ainda a citação da União e do estado do Rio de Janeiro e a intimação do Ministério Público Federal para manifestação no processo.