Brasileira que caiu em vulcão na Indonésia: veja a linha do tempo do caso
Juliana Marins, de 24 anos, sofreu queda enquanto fazia trilha no vulcão Rinjani e foi encontrada morta nesta terça-feira (24), por equipes de resgate

Juliana Marins, de 24 anos, desapareceu após um grave acidente durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia, ocorrido na sexta-feira (20). Ela foi encontrada morta nesta terça-feira (24) após 4 dias de buscas e tentativas de resgate.
1.Como o acidente aconteceu?
Juliana tropeçou, escorregou e caiu a uma distância de cerca de 300 metros da trilha. Após a queda, ela conseguia apenas mover os braços e olhar para cima.
Inicialmente, a irmã de Juliana, Mariana Marins, havia confirmado que uma equipe de resgate havia localizado a jovem e entregue água e comida após mais de 17 horas de espera.
No entanto, esta informação foi desmentida posteriormente pela própria Mariana, que declarou que a equipe de resgate não conseguiu chegar até Juliana devido ao tamanho insuficiente das cordas e à baixa visibilidade. A família afirma que vídeos que supostamente mostravam o resgate chegando até ela foram "forjados".
2. Quando ela foi encontrada?
Três dias após a queda, o perfil oficial do Parque Nacional do Monte Rinjani informou que socorristas avistaram Juliana Marins, que desapareceu na sexta-feira (20) após sofrer um acidente durante uma trilha em um vulcão na Indonésia, 500 metros penhasco abaixo.
"Às 6h30 (de segunda-feira (23) de Lombok, 17h30 de domingo (22) no Rio de Janeiro), a vítima foi monitorada com sucesso por um drone, permanecendo presa em um penhasco rochoso a uma profundidade de aproximadamente 500 metros e visualmente imóvel", dizia a postagem.
3. Imóvel ou não?
Apesar do Parque Nacional ter publicado a informação de que ela estaria imóvel, a família dizia que juliana continuava a escorregar. Uma atualização da página de busca da família indicava que a equipe de resgate havia descido 400 metros, mas estimava que Juliana ainda estaria a aproximadamente 650 metros de distância, bem mais longe do que o estimado anteriormente.
4. Buscas interrompidas
Ainda no domingo, as buscas tiveram que ser interrompidas devido as dificuldades em relação ao clima e a baixa visibilidade. "A operação enfrenta terrenos extremos e condições climáticas instáveis, com neblina espessa reduzindo a visibilidade e aumentando o risco. Por motivos de segurança, a equipe de resgate foi recolhida para uma posição segura", declarou o Parque.
A região do vulcão Rinjani é de difícil acesso, com terreno íngreme, muita neblina que reduz a visibilidade e pedras escorregadias devido ao sereno, dificultando as operações de resgate.
5. Buscas retomadas
As buscas por Juliana Marins foram retomadas às 6h da manhã local de terça-feira (24), após terem sido interrompidas diversas vezes devido às condições climáticas adversas.
Ainda segundo a família, equipamentos como uma furadeira estavam posicionados para subir a montanha. A mobilização nas redes sociais feita pela família pedia o envio de um helicóptero como última esperança para o resgate.
O pai de Juliana, Manoel Marins Filho, enfrentava dificuldades para chegar à Indonésia, tendo ficado preso no aeroporto de Lisboa devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar.
Apesar da mobilização diplomática da Embaixada do Brasil em Jacarta e dos esforços do Itamaraty, que envolviam contato de alto nível com autoridades indonésias para pedir reforços, e o acompanhamento pessoal de funcionários da embaixada, os desafios impostos pela natureza e pelo terreno eram muitos.
6. Corpo encontrado
Equipes de resgate da Indonésia encontraram Juliana Marins nesta terça-feira (24). A brasileira foi encontrada sem vida após passar quatro dias presa no vulcão.


