Caso Henry Borel: Começa terceiro dia de júri de Jairo e Monique
Sessão desta quarta-feira (27) deve ouvir médico psiquiatra; julgamento de ex-vereador e mãe do menino morto em 2021 foi retomado no Rio de Janeiro
O II Tribunal do Júri da Capital retomou, às 11h45 desta quarta-feira (27), o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros. Os réus são acusados pelo homicídio triplamente qualificado do menino Henry Borel, ocorrido em março de 2021.
Os trabalhos deste terceiro dia foram abertos com a previsão do depoimento do médico psiquiatra Rafael Bernadon Ribeiro.
Retrospecto do segundo dia de julgamento
A sessão anterior, encerrada por volta das 2h da madrugada de hoje, durou mais de 16 horas e foi marcada pelas oitivas das testemunhas de acusação.
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O principal depoente foi o delegado Henrique Damasceno, titular da investigação na época do crime, que classificou as primeiras versões apresentadas pelos réus como uma "farsa ensaiada".
Durante seu depoimento, Damasceno detalhou que perícias e a reprodução simulada dos fatos concluíram que as 23 lesões encontradas no corpo de Henry eram incompatíveis com a hipótese de acidente doméstico sustentada pela defesa.
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Além disso, o delegado citou mensagens recuperadas do celular da babá da criança que revelavam alertas enviados a Monique sobre agressões anteriores praticadas por Jairinho.
Dinâmica do Tribunal do Júri
O destino de Jairinho e Monique será decidido por um Conselho de Sentença formado por sete jurados.
A sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro e a estimativa da promotoria é que o julgamento se estenda por um período de sete a dez dias, devido à complexidade das acusações e ao número de testemunhas arroladas.
O ex-vereador responde por homicídio qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Já Monique Medeiros é julgada por homicídio por omissão qualificado, tortura, falsidade ideológica e fraude processual.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Jairinho causou as lesões fatais, enquanto a mãe se omitiu diante das agressões para manter o relacionamento com o então parlamentar.
Conclusão e próximas etapas
Caso os jurados decidam pela condenação e a pena aplicada seja superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus ainda no tribunal.
Além do depoimento do psiquiatra previsto para hoje, o rito processual ainda inclui oitivas de outras testemunhas de defesa e acusação antes do interrogatório dos réus e dos debates orais finais.


