Caso Henry Borel: veja quem são algumas das testemunhas em julgamento
Oitivas do primeiro dia concentram depoimentos de delegados e peritos nesta segunda-feira (25)
O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro retomou nesta segunda-feira (25) o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021.
A sessão, presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro, inicia a fase de instrução em plenário com o depoimento de testemunhas de acusação e peritos técnicos.
Testemunhas confirmadas para o primeiro dia
A agenda de oitivas para a abertura do julgamento prioriza os agentes públicos que atuaram diretamente na investigação do caso. Ao todo, 27 testemunhas foram arroladas no processo.
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Conforme o cronograma do II Tribunal do Júri, os convocados para depor nesta segunda são:
- Henrique Damasceno: Delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) na época do crime e responsável por conduzir o inquérito policial;
- Ana Carolina Medeiros: Delegada assistente que participou das investigações e da coleta de provas contra os réus;
- Médica legista e Perito legista: Profissionais do Instituto Médico-Legal (IML) responsáveis pelos laudos que identificaram 23 lesões no corpo da criança, descartando a tese de acidente doméstico.
Depoimentos que podem acontecer
Além dos agentes estatais no primeiro dia de julgamento, o processo conta com relatos fundamentais colhidos durante a fase de investigação policial.
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Embora a lista definitiva de quem falará perante o Conselho de Sentença possa sofrer alterações, as seguintes figuras prestaram declarações determinantes à polícia e podem, eventualmente, ser chamadas a depor em juízo:
- Babá de Henry Borel: Profissional que trabalhava no apartamento do casal e que, segundo as investigações, alertou Monique Medeiros por mensagens de celular sobre agressões praticadas por Jairinho um mês antes da morte;
- Ex-companheiras de Dr. Jairinho: Mulheres que relataram à Polícia Civil episódios de violência e comportamento agressivo do ex-vereador contra seus próprios filhos em relacionamentos anteriores;
- Funcionários do hospital Barra D’Or: Profissionais de saúde que atenderam a criança na madrugada de 8 de março de 2021 e notaram indícios de agressão física.
Os réus respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
A previsão é que o julgamento se estenda por vários dias devido à complexidade e ao número de pessoas a serem ouvidas.

