Caso Juliana Marins: Irmã relata expectativa para esclarecer morte
Exame realizado no IML do Rio de Janeiro visa determinar o momento exato do óbito da jovem que caiu durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia
O corpo de Juliana Marins, a jovem que faleceu após uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, passou por uma nova autópsia na quarta-feira (2) no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. O procedimento, que durou cerca de duas horas, foi realizado por dois legistas experientes e acompanhado por um perito da Polícia Federal, além de um representante da família.
O principal objetivo do exame é esclarecer questões cruciais sobre as circunstâncias da morte de Juliana, especialmente o momento exato em que ocorreu o óbito. Há dúvidas se a jovem faleceu imediatamente após a queda ou se sobreviveu por mais tempo, considerando que imagens de drone capturaram movimentos de sua mão e cabeça após o acidente.
Família busca respostas
Mariana Marins, irmã da vítima, expressou a expectativa da família em relação ao laudo da nova autópsia: "A gente está na expectativa do laudo, que não sai hoje, demora alguns dias por conta de alguns exames que têm que ser feitos na minha irmã".
Mariana também reiterou as acusações de negligência no resgate: "Eu acredito que Juliana sofreu muita negligência desse resgate, então a gente vai continuar atrás das providências e tudo, mas agora é esperar o laudo da nova autópsia e ver o que sai, o que a gente tem de informação".
A família Marins tem questionado a demora no socorro e acusa as autoridades indonésias de negligência na operação de resgate. Eles argumentam que houve atraso no acionamento das equipes de busca e no alcance do ponto exato onde Juliana foi avistada por outros turistas no alto do vulcão.
Apesar da tragédia e das circunstâncias controversas, Mariana expressou alívio por ter o corpo da irmã de volta ao Brasil: "Apesar do resgate não ter acontecido no tempo hábil, para Juliana ter saído com vida, pelo menos a gente está com Juliana de volta no Brasil, então é muito bom realmente a gente saber que ela está aqui de volta para conseguirmos dar esse adeus digno para ela".
O laudo preliminar da nova autópsia deve ser entregue em até sete dias, conforme informado pela Polícia Civil. As conclusões deste exame serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte de Juliana Marins e poderão embasar futuras ações da família na busca por justiça e esclarecimentos sobre o incidente no Monte Rinjani.


