Henry Borel: MP rebate argumentos de Monique; veja o que diz acusação
Ministério Público aponta omissão e contesta tese de relacionamento abusivo em julgamento no Rio de Janeiro
No II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o Ministério Público apresentou argumentos para refutar a tese da defesa de Monique Medeiros, nesta quarta-feira (3), durante o décimo dia de julgamento do caso Henry Borel.
A promotoria sustenta que a ré tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho, Henry Borel, e optou pela omissão para preservar o relacionamento com Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.
Contradições e provas técnicas
A acusação destacou mensagens da babá Thayná Ferreira que alertavam Monique sobre a violência no apartamento do casal, localizado na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio.
Conforme as investigações, Monique permaneceu em um salão de beleza por horas após receber alertas sobre o risco iminente ao menino.
O Ministério Público também rebate o argumento de relacionamento abusivo, alegando que a experiência profissional da ré como diretora de escola e sua rede de apoio familiar permitiriam a percepção da realidade e a interrupção das agressões.
Foi destacado que ela possuía família e apoio familiar, não sendo uma pessoa desamparada financeiramente ou socialmente. O promotor afirmou que, em casos de abuso, a dependência econômica ou filhos em comum costumam segurar a relação, o que não ocorria, já que o relacionamento com Jairinho era de apenas alguns meses.
O promotor afirmou que Monique "ignorou todos os gritos" de Henry, que verbalizava o medo e as agressões.
Caso Henry Borel: promotoria chama réus de "psicopata" e "narcisista"
Andamento do processo
O julgamento, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, fundamenta-se no laudo do IML, que identificou 23 lesões no corpo da criança.
Se o conselho de sentença decidir pela condenação com pena superior a 15 anos, a Justiça pode determinar a prisão imediata dos réus.


