Operação no RJ mira esquema bilionário de golpes com bets; veja quais

Depósitos de apostadores em plataformas eram direcionados para empresas de fachada e lavado com conversão em criptomoedas; usuários não conseguiam sacar valores de suas contas

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
Compartilhar matéria

O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) cumpre sete mandados de busca e apreensão, na manhã desta quinta-feira (13), contra um esquema bilionário de golpes com bets. As ordens judiciais são cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

Segundo a investigação do CyberGaeco (Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado), a suposta organização criminosa movimentou mais de R$ 1,4 bilhão em mais de 800 operações suspeitas entre 2022 e 2026, conforme um Relatório de Inteligência Financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Além disso, do valor total movimentado, mais de R$ 100 milhões correspondem a apenas uma empresa envolvida no esquema. Veja quais bets são citadas pelo órgão na investigação:

  • Furia.bet
  • Galera da Bet
  • Vou de Bet
  • Alfa Games
  • Pixbr
  • Pix da Sorte
  • Jogada Certa
  • AposteiBet
  • Goath Bet
  • Brava Bet

Segundo o MPRJ, os depósitos dos usuários nestes sites de apostas são direcionados para empresas de fachada. Além de funcionarem sem a necessária autorização do Ministério da Fazenda, as plataformas aplicam golpes nos consumidores, impedindo-os de sacar os valores disponíveis em suas contas, de acordo com a investigação.

Após a captação dos recursos das vítimas, o esquema prosseguia com a lavagem do dinheiro, por meio da conversão em criptomoedas, da pulverização dos valores em múltiplas contas e de remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o capital na economia formal.

A operação Aposta Suja conta com o apoio do CyberGaeco de São Paulo e do Gaeco da Bahia no cumprimento dos mandados, além da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, que colaborou com as investigações

A CNN Brasil tenta contato com os representantes das plataformas sobre as informações da investigação. O espaço está aberto para manifestações.