Polícia Civil do RJ faz megaoperação contra o TCP no Complexo da Maré

Com apoio do Bope e do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a ação cumpre 56 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão; equipes foram recebidas a tiros e criminosos incendiaram barricadas

Camille Barbosa, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (10), uma megaoperação no Complexo da Maré, na zona Norte do Rio, para cumprir 56 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão contra integrantes da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Poder Judiciário e têm como objetivo desarticular estruturas criminosas que atuam nas comunidades da região. A ação conta com o apoio do (Bope) Batalhão de Operações Policiais Especiais e do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Até o momento, 25 suspeitos foram presos.  Ainda durante as diligências na comunidade, equipes do Bope localizaram uma estufa clandestina de entorpecentes. No local, foram encontrados insumos e equipamentos para o cultivo de drogas. Dois fuzis, diversos carregadores, um rádio comunicador e outros materiais também foram apreendidos.

 

 

A ação, segundo a corporação, é resultado de meses de investigação conduzida pela 21ª DP (Bonsucesso), com apoio de setores de inteligência, análise de documentos e coleta de depoimentos. As apurações foram organizadas em seis frentes independentes, que permitiram mapear diferentes núcleos de atuação da organização criminosa.

Durante a entrada das equipes nas comunidades, os agentes foram recebidos a tiros por criminosos. Também houve o registro de barricadas incendiadas por integrantes da facção na tentativa de dificultar o avanço das forças de segurança.

As investigações apontaram o envolvimento dos alvos em uma série de crimes que vão além do tráfico de drogas. Entre os delitos identificados estão roubos de carga, homicídios, violência doméstica e crimes praticados contra crianças e adolescentes.

A operação busca atingir integrantes responsáveis por funções estratégicas dentro da organização, além de reunir novas provas que possam fortalecer os inquéritos em andamento.

A Polícia Civil informou que a ofensiva faz parte de uma estratégia para enfraquecer o poder operacional da facção e ampliar o combate ao crime organizado na região. O resultado da operação será divulgado após a conclusão das diligências.