Rio anuncia “cerco eletrônico” com 15 mil câmeras superinteligentes
Sistema será operado com o auxílio de inteligência artificial capaz de identificar até 3 mil situações em segundos

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta quarta-feira (22), o novo parque de monitoramento do município. Até 2028, a cidade deve contar com 20 mil câmeras próprias de vigilância e monitoramento, sendo 15 mil delas as chamadas supercâmeras.
De acordo com o executivo municipal, os equipamentos contam com inteligência artificial e são capazes de identificar até três mil situações em segundos, incluindo irregularidades e crimes.
“A prefeitura não será responsável pela segurança pública no Rio de Janeiro. Ela vai dispor de instrumentos que possam auxiliar o verdadeiro responsável, que é o governo estadual, no combate à criminalidade”, afirmou o prefeito Eduardo Paes (PSD).
O sistema será operado pela CIVITAS, a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública, e terá duas frentes de atuação:
- análise em tempo real de ocorrências como motos na calçada, veículos na contramão ou placas clonadas;
- e o apoio às investigações criminais por meio do cruzamento e armazenamento de dados.
“Aconteceu, sobe no sistema essa imagem e ajuda na busca investigativa e criminal. Ou seja, a partir do momento em que o crime já aconteceu, a imagem mostra pra gente situações suspeitas que possam ajudar a polícia na identificação e prisão do criminoso”, explicou Davi Carreiro, chefe executivo da CIVITAS.
A prefeitura também informou que vai instalar cerca de 60 pórticos nas principais vias de acesso à cidade, alertando sobre o monitoramento eletrônico. Além da sinalização, as câmeras superinteligentes terão capacidade de identificar pessoas procuradas com base em dados do Ministério da Justiça.
“Essa ferramenta, para ser aplicada, precisa de integração com um banco de dados seguro e confiável, ou seja, apenas um sistema oficial”, complementou Carreiro.


