Advogada de Cupertino diz que morrer no tribunal seria sua "maior glória"

Declaração foi feita nas redes sociais no segundo dia do julgamento de Cupertino e acompanhada da música "Sexta-Feira Sua Linda"

Beto Souza, da CNN, em São Paulo
Advogada de Paulo Cupertino fez postagem no segundo dia de julgamento
Advogada de Paulo Cupertino fez postagem no segundo dia de julgamento  • Reprodução/redes sociais
Compartilhar matéria

Defensora do comerciante Paulo Cupertino Matias, a advogada Mirian Souza postou nesta sexta-feira (30) em sua rede social uma foto no Fórum Criminal da Barra Funda com a legenda "Minha maior glória seria morrer no Tribunal do Júri".

O cliente dela é acusado de ter matado, em 2019, o ator Rafael Miguel e os pais dele na zona sul de São Paulo. Cupertino foi submetido a júri popular e hoje foi o segundo dia do julgamento dele. A estimativa do Ministério Público é de que ele receba pena superior a 60 anos de prisão.

Na foto, publicada nos stories na manhã desta sexta-feira, a advogada aparece apoiada em uma mureta de proteção ao lado do vão central do prédio. A publicação foi acompanhada da música "Sexta-Feira Sua Linda", da dupla sertaneja Alex e Ronaldo.

Segundo dia de julgamento

A manhã desta sexta-feira foi marcada por falas fortes proferidas pelo promotor Thiago Marin. O representante do Ministério Público afirmou que Cupertino tem "caráter repugnante" e que agiu com "descontrole" e motivado pelo "ódio" que sentia contra a família do ator.

Isso porque, de acordo com depoimento do irmão do réu, o ator, que já participou da série "Chiquititas", havia manifestado interesse de levar sua namorada, Isabela –filha de Cupertino– para fazer um teste na televisão.

Marin acrescentou que o Ministério Público "não irá se opor" caso os jurados decidam pela absolvição dos outros dois réus envolvidos no caso.

Além de Cupertino, que é acusado de triplo homicídio duplamente qualificado, são réus: Eduardo José Machado e Wanderley Antunes Ribeiro Senhora, que respondem por favorecimento pessoal por, segundo o MP, terem ajudado Cupertino a fugir e se esconder após a morte do ator Rafael Miguel e dos pais dele. O crime ocorreu em 2019.

Marin sustentou que, no caso de Eduardo e Wanderley, as penas são de um mês em regime aberto, e a Promotoria considera que a exposição do caso e o "martírio" em que eles estiveram envolvidos já compensaria uma eventual condenação, que, nas palavras do promotor, teria pouco efeito prático. "O assassino aqui é aquele homem”, disse Marin, apontando para Cupertino.