Biblioteca roubada: suspeito deve passar por audiência de custódia hoje (9)

Felipe dos Santos Fernandes Quadra foi preso nesta segunda (8) em São Paulo; suspeitos roubaram 13 obras da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital

Bruna Lopes, da CNN Brasil*, Thomaz Coelho, da CNN Brasil, em São Paulo
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Felipe dos Santos Fernandes Quadra, suspeito de participar do roubo de 13 obras de Henri Matisse e Candido Portinari na Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo, na manhã de domingo (7), passará por audiência de custódia na tarde desta terça-feira (9).

O homem foi preso na manhã desta última segunda-feira (8). Felipe e mais um suspeito — que ainda não foi preso —  foram identificados pelas autoridades por meio de câmeras do sistema Smart Sampa.

Obras de Portinari e Matisse são roubadas de Biblioteca Mário de Andrade

 

O caso

Treze obras de arte foram roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo, durante a manhã deste domingo (7).

Segundo informações da Polícia Militar, dois homens armados invadiram a biblioteca e renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava o local. As treze obras foram colocadas em uma sacola e a dupla fugiu na sequência.

Equipes que estavam nas proximidades prestaram auxílio imediato e iniciaram patrulhamento pela região. Ninguém ficou ferido durante a ocorrência.

O caso é investigado pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).

A Prefeitura de São Paulo acionou a Interpol, por meio da Polícia Federal, após o roubo das obras.

No comunicado enviado às autoridades federais e internacionais ainda no mesmo dia, a administração municipal anexou informações detalhadas e registros fotográficos de todas as gravuras levadas pelos criminosos, na tentativa de impedir que as peças sejam enviadas ao exterior.

Além da Interpol — que dispõe de um banco de dados global para auxiliar na busca de obras roubadas —, a prefeitura também notificou o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), por meio do Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos, e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), via Banco de Bens Culturais Procurados.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo