Cardume de tubarões é avistado no litoral de SP; veja
Segundo pesquisadora, cerca de 70 animais foram vistos

Um cardume de tubarões foi avistado em ilhas do Arquipélago dos Alcatrazes, no litoral de São Paulo, na manhã da última terça-feira (20). Os animais aquáticos foram encontrados por um grupo de pesquisadores e agentes ambientais.
À CNN, a oceanógrafa Carolina Ferreira afirmou que os profissionais estavam monitorando uma espécie exótica de coral, conhecida como "coral-sol", quando viram os tubarões. Logo em seguida, eles mergulharam e registraram o agrupamento.
O cardume era composto por mais de 70 animais, sendo 50 tubarões-martelos, e mais de 20 outras espécies, incluindo peixes e raiais.
A expedição que estava em andamento faz parte de um projeto chamado “Mar de Alcatrazes”, que tem como objetivo supervisar a parte marinha no arquipélago, estudando a temperatura da água e diversas espécies exóticas.
Biólogos explicam
Os biólogos Daniel Munhoz e Larissa Uema explicam que a ilha faz parte de uma área de proteção integral, tipificada como refúgio de vida silvestre, desde 2016.
Para os biólogos, isso quer dizer que, há menos de 10 anos, uma área que abrange cerca de 67mil hectares foi destinada a sobrevivência e reprodução das espécies marinhas e terrestres.
No mar isso tem um impacto enorme. A pesca e a caça subaquática eram permitidas na ilha, com a criação do refúgio, a ilha de alcatrazes, as ilhas adjacentes e uma porção oceânica passou a ter a pesca e caça proibidas e o turismo regulamentado.
Por conta desse processo, os predadores topo de cadeia, como os tubarões, sinalizam a qualidade do ambiente. Para que o alimento desses predadores esteja disponível é preciso que diversos outros peixes e tipos de vida estejam presentes, compondo a ecologia do ambiente.
"É emocionante e nos dá esperança a quantidade de registros de tubarões de diversas espécies visitando a ilha. Isso sinaliza a eficiência e importância de unidades de conservação de proteção integral. O refúgio de alcatrazes é uma área protegia recente", finalizaram os biólogos.


