Comitê em São Paulo vai atualizar lista de espécies em extinção

Resultados da lista vermelha de fauna serão publicados gradualmente, em blocos de 500 espécies, até o início de 2028

Lauryn Amaral, da CNN Brasil*, em São Paulo
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O Comitê Científico de Avaliação de Risco de Extinção das Espécies de Fauna do Estado de São Paulo comunicou que 16 pesquisadores assumiram cargos de coordenação integral de um dos grupos taxonômicos, em uma reunião realizada na última terça-feira (18). O grupo ainda permanece com inscrições abertas até 31 de agosto.

O Comitê, que consiste no processo de atualização da lista de espécies ameaçadas em extinção da fauna paulista, conhecida como “lista vermelha”, terá, entre os 16 pesquisadores, seis que coordenarão integralmente um dos grupos taxonômicos e 10 que ficarão na coordenação de partes desses grupos. 

Até o momento, 154 pesquisadores, de 62 instituições, integram o comitê e foram divididos em nove grupos, sendo: mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes de água doce, peixes marinhos, invertebrados terrestres, invertebrados de água doce e invertebrados marinhos.

Os 16 pesquisadores que assumiram funções de coordenação e subcoordenação serão responsáveis por organizar as equipes de cada grupo e conduzir as próximas etapas do trabalho.

De acordo da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo) os próximos passos do comitê consistem em uma reunião com coordenadores dos grupos para alinhamento do cronograma de trabalho para o segundo semestre de 2026 e definição dos grupos de espécies que serão avaliados.

Depois dessa fase de reunião, os pesquisadores vão realizar uma capacitação sobre a metodologia da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e o funcionamento das avaliações para, em seguida, iniciarem a avaliação de risco de extinção das espécies selecionadas.

A Semil explica que essa avaliação parte de uma base de dados preliminar, feita a partir de registros de ocorrência da fauna paulista em bases e repositórios oficiais. O processo de avaliação feito pelos pesquisadores, que podem revisar e complementar as bases de dados, tem um investimento de R$ 900 mil do Governo de São Paulo.

É comunicado também pela Secretaria do Meio Ambiente que o processo será feito de forma gradual, com a divulgação dos resultados, divididos em blocos de de 500 espécies, entre o fim de 2026 e o início de 2028.

Atualização da Lista 

A última atualização da Lista de Fauna Ameaçada de Extinção do Estado foi feita em 2018, com 600 espécies classificadas como ameaçadas de extinção.

A nova iniciativa vai contribuir não apenas para sua atualização, mas também pode definir e aprimorar políticas públicas de conservação da biodiversidade e de ações de gestão ambiental.

Na primeira etapa, serão avaliadas 405 espécies endêmicas do Estado, com o objetivo de identificar aquelas sob maior risco de desaparecimento e subsidiar ações de conservação. 

A ação ganha relevância diante das crescentes ameaças à biodiversidade, como a fragmentação de habitats e as mudanças climáticas, e contribuirá para a preservação da rica flora paulista, que reúne cerca de 9.100 espécies nativas.