Corinthians é processado por contrato com a VaideBet

Empresário Sandro dos Santos Ribeiro processou o clube do Parque São Jorge e cobra R$ 8,4 milhões por fazer a intermediação do patrocínio com a casa de apostas

Raul Moura, da CNN, em São Paulo
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O “Caso VaideBet” segue agitando os bastidores do Corinthians. Nesta quinta-feira (10), o empresário Sandro dos Santos Ribeiro processou o clube do Parque São Jorge e cobra R$ 8,4 milhões por fazer a intermediação do patrocínio com a casa de apostas.

No contrato do clube com a VaideBet, a empresa Rede Social Media Design, de Alex Cassundé, foi apontada como a intermediadora e teria direito a receber R$ 25 milhões durante os 3 anos de contrato.

Após a empresa receber R$ 1,4 milhão, os pagamentos foram cortados.

Em inquérito da Polícia Civil, Sandro dos Santos Ribeiro foi apontado como o real intermediário do negócio entre clube e VaideBet, ao lado de Washington de Araújo Silva e Antônio Pereira dos Santos, conhecido como Toninho Duettos.

Augusto Melo, procurado pela reportagem, disse: "não tenho nada a declarar sobre a referida ação, uma vez que o objeto do contrato é de natureza exclusivamente institucional, firmado entre o Corinthians e a empresa VaideBet, seguindo todos os trâmites legais e respeitando rigorosamente a hierarquia administrativa do clube, o que assegura a validade do ato jurídico praticado."

Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, comentou sobre o processo.

“A ação é mais um prejuízo financeiro e para a imagem do Corinthians provocado pelo Augusto Melo. Entendo que ele e seus comparsas devam ser responsabilizados judicialmente. Os corintianos não podem deixar uma pessoa dessa voltar à presidência.”

Nota - Augusto de Melo

Não tenho nada a declarar sobre a referida ação, uma vez que o objeto do contrato é de natureza exclusivamente institucional, firmado entre o Corinthians e a empresa VaideBet, seguindo todos os trâmites legais e respeitando rigorosamente a hierarquia administrativa do clube, o que assegura a validade do ato jurídico praticado.

Sobre a pertinência da ação, repito que não me cabe comentar. O que reafirmo de forma veemente é a minha inocência quanto a qualquer imputação que me esteja sendo feita. Por esse motivo, já solicitei oficialmente a quebra do sigilo do meu processo criminal, justamente para que toda a sociedade tenha acesso aos autos, conheça os fatos reais e possa julgar com base na verdade, e não em especulações.

Sigo confiando plenamente na Justiça e, principalmente, na transparência como princípio fundamental da minha gestão.