Corpo de criança é encontrado com sinais de tortura em SP; pai é preso
Responsável por menino de 11 anos admitiu que mantinha filho acorrentado; caso ocorreu na noite desta segunda-feira (11), na região de Itaim Paulista, zona Leste da capital paulista

O corpo de um menino, de 11 anos, foi encontrado dentro de uma residência na região do Itaim Paulista, zona Leste de São Paulo, na noite desta segunda-feira (11). A criança apresentava sinais de tortura. O pai do garoto foi preso em flagrante.
Ao ser questionado, o responsável pela criança afirmou que mantinha o filho acorrentado e alegou que a atitude seria para "evitar fugas". A morte da vítima foi confirmada pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
De acordo com o boletim de ocorrência obtido pela CNN Brasil, a médica que atendeu a ocorrência disse aos policiais que a criança tinha diversos sinais compatíveis com maus-tratos como hematomas nos braços, mãos e pernas, roxeamento nas extremidades e espuma na boca. Segundo o registro, não foi possível, naquele momento, precisar a causa da morte.
O boletim aponta que a residência tinha sistemas de monitoramento interno com câmeras de segurança. Diversos objetos como aparelhos celulares, computadores e tablets, foram apreendidos para passarem por perícia. A corrente também foi recolhida.
Depoimentos do caso
O pai da criança, que estava no local, disse que deixava o filho preso ao pé da cama, mas negou ser resposnável por qualquer tipo de agressão ou tortura.
Ao ser ouvida, a madrasta da criança disse que a vítima era acorrentada tanto pelo pai quanto pela avó. Ela também se baseou na tese de que o menino ficava preso para evitar que ele fugisse.
A mulher afirmou que a criança apresentava lesões nas pernas em razão das correntes utilizadas e que, na data dos fatos, estava “molinha” e "sem reação." A depoente concluiu que ao perceberem o agravamento do estado de saúde, acionaram o Samu e o Corpo de Bombeiros.
A avó da criança também prestou depoimento. Ela seguiu na mesma linha dos outros ouvidos sobre o uso das correntes. A mulher afirmou que a criança fugia de casa frequentemente e que estava "muito magra" após ter permanecido dias longe da residência.
O que dizem as autoridades
Segundo o documento policial, "a conduta perpetrada revela extrema gravidade, consistente em submissão de criança a intenso sofrimento físico e mental, culminando em sua morte."
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Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que os familiares que tinham conhecimento da situação são investigados. A perícia e o IML foram acionados, e o caso foi registrado como tortura no 50° Distrito Policial (Itaim Paulista). O homem permaneceu à disposição da Justiça.
Além disso, foi representada a conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva "para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal, diante da extrema gravidade concreta dos fatos e risco de reiteração delitiva."


