Criador da Choquei é preso em operação que prendeu MC Ryan SP e Poze

Raphael Sousa Oliveira, idealizador da página de notícias sobre famosos, está entre alvos da operação "Narco Fluxo" da Polícia Federal; investigações apontam que grupo criminoso movimentou R$ 1,6 bilhão

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, Elijonas Maia, da CNN Brasil, em São Paulo e em Brasília
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O criador da página de notícias sobre famosos Choquei, Raphael Sousa Oliveira, está entre os presos da operação "Narco Fluxo", deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (15), contra lavagem de dinheiro. A mesma ação prendeu os MCs de funk Ryan SP e Poze do Rodo.

De acordo com apuração da CNN Brasil, o influenciador foi preso em Goiânia, capital de Goiás.

A reportagem tenta localizar a defesa de Raphael para esclarecimentos. O espaço está aberto para manifestações.

MC Ryan SP e Poze do Rodo presos

A PF (Polícia Federal) prendeu, na manhã desta quarta-feira (15), os MCs de funk Ryan SP e Poze do Rodo durante uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro. As ações da corporação na "Operação Narco Fluxo" acontecem em diversos estados do Brasil.

PF prende MC Ryan SP e Poze do Rodo em operação contra lavagem de dinheiro

Poze foi preso em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A reportagem entrou em contato com a defesa do artista, que afirmou desconhecer os autos ou teor do mandado de prisão.

A defesa afirmou ainda que, "com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário."

Por sua vez, a defesa de Ryan SP afirmou que "até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos."

Veja nota na íntegra:

"A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.

Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.

A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada."

Veja o que diz a defesa de Raphael Sousa, dono da Choquei

"A defesa de Raphael Sousa Oliveira esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital.

Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos.

Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada.

A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade."

Entenda a operação

A "Operação Narco Fluxo", segundo a PF, tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.

Narco Fluxo: entenda operação que prendeu MCs Poze do Rodo e Ryan SP

As ações desta manhã são fruto de investigações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.

De acordo com a corporação, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular os valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão, segundo as investigações.

São cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Também foram determinadas medidas de bloqueio patrimonial, como o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. O objetivo é interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

Além das prisões, veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.