Deolane Bezerra e Marcola: veja elementos que indicam crimes em denúncia

Ambos foram denunciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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A advogada e influenciadora Deolane Bezerra e o líder da maior facção do país, Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), foram alvos da Operação Vérnix. A investigação avançou e ambos foram denunciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Por trás das negativas de ambas defesas sobre qualquer atuação em conjunto dos denunciados, existe o convencimento do MPSP (Ministério Público de São Paulo) de que diversos elementos corroboram com a tese de culpa.

Caso a justiça aceite a denúncia, Deolane, Marcola e seus familiares virarão réus pelos crimes

Elementos contra Deolane Bezerra

Segundo os investigadores, a influenciadora e advogada ocuparia uma posição de destaque no esquema devido aos vínculos, incompatibilidade patrimonial e estruturas patrimoniais para ocultação das ilegalidades.

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Deolane manteria vínculos pessoais e negociais estreitos com membros da facção criminosa e com gestores "fantasmas" de empresas investigadas.

A denúncia aponta movimentações financeiras expressivas e incompatibilidades entre o patrimônio da influenciadora e suas rendas declaradas.

Para o MP, Deolane utilizava sua projeção pública, atividade empresarial formal e movimentação de bens de alto padrão para criar uma "aparência de legalidade", dificultando a identificação da origem ilícita dos recursos.

Foi identificado o uso de pessoas jurídicas e estruturas patrimoniais sucessivas para dificultar o rastreamento da circulação e do destino final do dinheiro.

Elementos contra Marcola

A investigação, iniciada em 2019 na Penitenciária II de Presidente Venceslau, identificou elementos que ligavam familiares do líder do PCC, a transportadora investigada e a influenciadora.

Marcola é apontado como alguém que coordena as ações de lavagem de dinheiro de dentro do sistema prisional.

Agentes penais apreenderam materiais com presos que revelavam a atuação das lideranças encarceradas, dinâmicas internas da facção e planos de ataques contra agentes públicos.

Além de Marcola, familiares como seu irmão Alejandro Camacho ("Marcolinha") e seus sobrinhos, Leonardo e Paloma Camacho, foram denunciados por envolvimento direto no esquema.

O que dizem as partes

A defesa de Deolane Bezerra afirma que ainda não teve acesso integral à acusação, mas nega que ela faça parte de organização criminosa ou tenha cometido crimes.

A defesa de Marcola e família argumenta que Marcola e Alejandro estão em presídios de segurança máxima com restrições severas, o que inviabilizaria a participação nos fatos. Sobre os familiares, alega que o vínculo afetivo não pode ser confundido com participação criminosa.