Dono de bar interditado nega vender bebida com metanol: "Eu não sabia"

Segundo ele, a vítima apontada pela polícia como tendo consumido vodka no local era um cliente conhecido da região

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O dono de um dos bares interditados em São Paulo, José Rodrigues, negou ter vendido bebida falsificada após a interdição do estabelecimento. Proprietário de um bar na Mooca, ele afirmou que adquiriu parte do estoque de um vendedor de rua conhecido, sem nota fiscal, mas disse não acreditar que o produto estivesse adulterado.

Confira: bar em bairro nobre de São Paulo é interditado

CORREÇÃO: A versão anterior deste texto vinculou a fala "bebida quente é difícil comprar. A gente compra diretamente desses caras que vendem na rua, mas são conhecidos" ao dono do Bar Ministrão, localizado no Jardins, zona oeste de São Paulo, fechado pela Vigilância Sanitária. Porém, as palavras foram ditas por José Rodrigues, dono de um bar na Mooca, também interditado pelas autoridades da vigilância nesta terça-feira (30). O texto já foi corrigido.

“Jamais eu compraria um negócio falso. No meu comércio nunca entrou. Fiquei triste porque o laudo saiu hoje dizendo ter metanol. Até a gente não tem conhecimento sobre isso”, declarou.

Segundo ele, a vítima apontada pela polícia como tendo consumido vodca no local era um cliente conhecido da região. “A frequência aqui é tudo familiar, gente do bairro. Ele era do bairro”, disse.

Rodrigues afirmou ainda que comprava bebidas regularmente de distribuidoras conhecidas, como Coca-Cola e Heineken, e que apenas a vodca vinha do vendedor informal. “Bebida quente é difícil de comprar. A gente compra diretamente com esses caras que vendem na rua”, completou.

A informação de que o bar foi interditado foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde à CNN. A ação contou com a participação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária.

A Vigilância Sanitária informou que o bar pode responder a processo administrativo e sofrer penalidades que vão de multa a interdição.

Já a Polícia Civil investiga se as bebidas comercializadas no local têm relação com mortes suspeitas por intoxicação em São Paulo.