Empresário morto em Autódromo de SP estava vivo quando ralou joelho
Perícia apontou também presença de sêmen no corpo de Adalberto; causa da morte é apontada como asfixia
Um dos laudos da Polícia Técnico-Científica obtidos pela CNN mostram que as escoriações no joelho de Adalberto Amarilio dos Santos Junior, empresário encontrado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, na zona Sul de São Paulo, ocorreram enquanto ele estava vivo.
De acordo com o exame, o fragmento de pele enviado, que foi retirado da região do joelho, media 2,0 por 1,5 centímetros e apresentava uma escoriação central. O laudo conclui que a lesão é compatível com ferimento de natureza vital.
A Polícia Técnico-Científica também apontou resultado positivo para PSA (Antígeno Prostático Específico), indicativo de presença de proteína do sêmen na região do pênis do empresário.
Relembre: corpo encontrado no Autódromo de Interlagos é de empresário desaparecido
A morte do empresário continua sendo investigada. A Polícia tenta descobrir quem jogou o corpo no buraco.
Homicídio e asfixia
A Polícia Civil de São Paulo passou a investigar o caso do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior, encontrado morto no Autódromo de Interlagos no dia 3 de junho, como homicídio.
Segundo um laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML), Adalberto foi vítima de asfixia, o que fez com que a corporação mudasse o rumo das investigações.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), maiores detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes da morte do empresário.
Depoimento de amigo
Em depoimento, Rafael havia relatado que Adalberto consumiu cerca de oito copos de cerveja e maconha de desconhecidos no evento, ficando "muito nervoso, ansioso, agitado, muito eufórico".
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), considerou o fato "curioso", já que maconha e bebida são depressores.
Diante dessas "falhas e lacunas" no primeiro relato, Rafael prestou um novo depoimento no DHPP. Durante essa oitiva, que durou cerca de 6 horas, ele foi submetido à técnica de perfilamento criminal.
Além de Rafael, a esposa da vítima e seguranças do evento também prestaram depoimento.


