Escassez hídrica: Cantareira entra em restrição e reduzirá uso d'água
Manancial entra nesse nível de alerta em outubro, pela primeira vez desde 2022; mudança começa a partir de 1º de outubro

O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Grande São Paulo, passará a operar na Faixa de Restrição a partir de 1º de outubro.
A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela SP Águas nesta quarta-feira (24). É a primeira vez desde janeiro de 2022 que o manancial entra nesse nível de alerta.
A medida ocorre porque o volume dos reservatórios caiu abaixo de 30% em setembro. Nesta quarta, o sistema registrava 29,4% de sua capacidade. Com isso, a Sabesp só poderá retirar até 23 metros cúbicos de água por segundo (m³/s), contra os 27 m³/s autorizados até setembro.
Para compensar a redução, a companhia poderá usar também a água transferida do reservatório de Jaguari, no rio Paraíba do Sul, para o de Atibainha. A soma, porém, não poderá passar de 33 m³/s.
Segundo as agências, a Sabesp e os demais usuários do Cantareira terão de adotar medidas adicionais para preservar os reservatórios. A gestão do sistema é feita de forma conjunta pela ANA e pela SP Águas, que acompanham diariamente os níveis de água e as retiradas autorizadas.
O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e também contribui para o fornecimento de água em Campinas e em municípios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Ele é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — e conta, desde 2018, com a ligação entre Jaguari e Atibainha, que aumenta a segurança hídrica para a região.


