Estado de São Paulo registra 1ª morte por dengue em 2026

Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas tiveram início no dia 3 de janeiro de 2026 e óbito foi registrado nesta sexta-feira (16) no município de Nova Guataporanga

Yasmin Silvestre, Khauan Wood e Giuliana Zanin, da CNN Brasil*, São Paulo
Compartilhar matéria

O estado de São Paulo registrou, nesta sexta-feira (16), a primeira morte por dengue em 2026. O caso aconteceu no município de Nova Guataporanga.

Segundo a Secretaria de Saúde, os sintomas tiveram início no dia 3 de janeiro de 2026. A data, entretanto, pertence à Semana Epidemiológica 53, que se refere ao período registrado em 28 de dezembro de 2025 a 3 de dezembro de 2026.

Todos os casos são informados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), onde a notificação é compulsória e realizada a partir do primeiro dia do início dos sintomas.

Desde o início de 2026, o estado conta com 4.360 casos prováveis, 971 confirmados e 2 mortes que seguem em investigação.

Veja os índices no Painel de Arboviroses (Dengue) de São Paulo:

São Paulo teve 3 milhões de pessoas com dengue nos dois últimos anos

O estado registrou quase 3 milhões de casos confirmados por dengue durante os dois últimos anos (2024 e 2025). A taxa de incidência registrada é de 6.821 casos por 100 mil habitantes.

Apesar de a grande maioria dos registros ser de dengue clássica, houve a presença de quase 44 mil casos com sinais de alarme e mais de 4,3 mil casos graves, resultando em um total de 3.339 óbitos confirmados.

Dentre o ranking, 2024 lidera com os maiores casos confirmados. O número no ano chegou em dois milhões. Já em 2025, o total foi de 881 mil registros de dengue confirmados.

Tratamento adequado e cuidados essenciais

O tratamento inicial da dengue deve focar no alívio dos sintomas e, principalmente, na hidratação. Esper Kallás, infectologista e diretor do Instituto Butantan, explicou ao CNN Sinais Vitais que recomenda o uso de medicamentos como paracetamol ou dipirona para controle da febre e dor, evitando anti-inflamatórios, conforme orientação do Ministério da Saúde.

"Hidratação é a medida mais importante. O que a gente fala para todo mundo: deixa o xixi clarinho, porque significa que o líquido está entrando e saindo em boa quantidade pelo corpo", orienta Kallás. Além disso, é fundamental procurar assistência médica imediata caso apareça qualquer sinal de alerta.

A orientação é clara: não se automedique e observe atentamente a evolução dos sintomas. Diante de sinais como sangramentos, vômitos persistentes ou dor abdominal intensa, a recomendação é buscar atendimento médico sem demora, pois a intervenção rápida pode ser determinante para evitar complicações graves.

Vacina única contra dengue

A vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan foi aprovada no final do ano passado e será aplicada pela primeira vez em dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18.

A ideia é avaliar os resultados com a imunização de pelo menos 50% dos moradores desses municípios. O público-alvo será composto pela população com a faixa etária entre 15 e 59 anos.

Segundo o Instituto, vacina poderá ajudar a reduzir a quantidade de vírus em pessoas infectadas pelo patógeno, além de manter eficácia contra os diferentes genótipos do vírus circulantes no Brasil. A conclusão surgiu de uma pesquisa tornada pública pela revista The Lancet Regional Health - Americas.

*Sob supervisão de AR.