Especialistas explicam a dr. Kalil medidas para combater a dengue

Além das medidas tradicionais de prevenção, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e testadas no Brasil para controlar a população do mosquito transmissor da doença

Da CNN Brasil
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O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças como a chikungunya, exige vigilância contínua e ações preventivas que vão muito além da vacinação. Durante sua participação no CNN Sinais Vitais, Esper Kallás, infectologista e diretor do Instituto Butantan, explica que a principal estratégia para controlar a proliferação é "combater o vetor" em vários níveis de enfrentamento.

"A prevenção não é só a vacina, obviamente. A prevenção é a coisa mais importante para que esses mosquitos não continuem reproduzindo", destaca. Segundo o infectologista, as medidas básicas de combate ao vetor também incluem a monitorização da infestação e o acompanhamento do número de casos todos os anos para identificar áreas que necessitam de maior atenção.

Kallás detalha que o combate é importante, mas ainda não é possível zerar o número de casos. "Se você relaxa, o número de casos explode. Se você atua, melhora bastante, mas a dengue não vai embora. Por isso que a vacina é tão importante para ajudar", explica.

Novas tecnologias no combate ao Aedes aegypti

Além das medidas tradicionais de prevenção, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas e testadas no Brasil para controlar a população do mosquito transmissor. Entre elas, destacam-se projetos de manipulação genética de mosquitos, com resultados inicialmente promissores em algumas cidades brasileiras.

"Já existem alguns projetos de manipulação genética de mosquitos acontecendo no Brasil, cidades onde versões alteradas geneticamente dos mosquitos foram liberadas, com resultados inicialmente promissores", explica Rosilane de Aquino, diretora de Regulatórios, Qualidade e PMO. No entanto, ela ressalta que é necessário monitorar os resultados a longo prazo, pois qualquer mudança em um ambiente que está em equilíbrio pode gerar impactos no ecossistema como um todo.

Outra abordagem inovadora mencionada por Kallás é o uso da bactéria Wolbachia. "A Wolbachia, aparentemente, dificulta a transmissão pelo mosquito. Então tem um estudo da Fiocruz que está avaliando o efeito da liberação de mosquitos infectados por essa bactéria", conclui.

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