"Gato" no Teatro Contêiner: Prefeitura de SP, Sabesp e Enel registram B.O
A Polícia Civil do Estado de São Paulo abriu um inquérito para investigar quem seria(m) o(s) responsável(is) pelos crimes de furto e desobediência.

A Prefeitura de São Paulo prestou Boletim de Ocorrência para investigar uma ligação clandestina de energia e água no espaço ocupado pelo Teatro Contêiner da Companhia Mungunzá. As empresas envolvidas, Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e Enel, foram acionadas durante a inspeção, ocorrida na última quinta-feira (15) e também prestaram queixa na Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A CNN Brasil obteve acesso ao boletim e, segundo os denunciantes, uma equipe da Subprefeitura da Sé chegou no espaço, localizado na Rua dos Gusmões, Santa Ifigênia, São Paulo. No imóvel não havia pessoas, apenas bens da própria Companhia.
Foi realizada a lacração e a interdição de todo o interior. Em relação aos objetos deixados no local, a Prefeitura afirma que essa será uma ação destinada à Secretaria Municipal de Cultura, que realizará o inventário dos bens.
Ao não encontrarem os registros de água e energia, a Enel e a Sabesp foram acionadas. Ambas constaram que existência de uma ligação clandestina, na gíria popular, "gato", nas dependências, o que acarreta o não faturamento dos dois serviços.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo abriu um inquérito para investigar quem seria(m) o(s) responsável(is) pela infração. O caso é tratado pelos crimes de furto e desobediência. De acordo com o boletim de ocorrência, "a instauração do inquérito policial [tem como objetivo] viabilizar a verificação jurídica dos fatos, tanto com relação aos furtos, como também em relação a eventual novo crime de desobediência, uma vez que o local se encontrava livre de pessoas, porém todos os objetos ainda lá permanecem, caracterizando a ocupação".
Em nota divulgada nesta sexta-feira (16), a Prefeitura afirmou:
'A retomada da área integra um conjunto de ações do município para recuperar espaços ocupados irregularmente e destiná-los ao interesse público. O imóvel permanecia em situação irregular mesmo após decisões judiciais que determinavam sua desocupação, o que motivou a atuação coordenada da Prefeitura e de outros órgãos competentes".
Procurada, a Companhia Mungunzá afirmou não estar ciente da ocorrência.
As concessionárias Sabesp e Enel não responderam até a publicação desta matéria.
Os espaço segue aberto para todos os envolvidos.
A ocorrência foi registrada no 3º Distrito Policial, em Campos Elísios.


