Guarda que matou esposa após casar em SP pode ser demitido? Entenda
Agente de Campinas enfrenta processo administrativo após feminicídio cometido com arma funcional horas depois da cerimônia
O guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, foi preso em flagrante no último sábado (9) suspeito de matar a tiros sua esposa, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, poucas horas após a celebração do casamento do casal.
O crime, ocorrido em Campinas durante uma confraternização familiar, agora gera desdobramentos na esfera funcional do agente, que atua na corporação há pelo menos 22 anos.
Em audiência de custódia realizada neste domingo (10), a Justiça converteu a prisão em flagrante do Guarda Municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, em preventiva.
O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas.
Regras para demissão
De acordo com as Normas Internas da Guarda Municipal de Campinas e as diretrizes de regulamentação para a categoria no Brasil, um guarda municipal pode ser demitido em casos de faltas graves ou crimes que tornem a permanência no cargo inviável.
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A prática de feminicídio, tipificado como crime hediondo, enquadra-se nas hipóteses de conduta incompatível com a função pública, especialmente quando há o uso da arma funcional no delito.
Para que a expulsão ocorra, é obrigatória a conclusão de um processo administrativo disciplinar conduzido pela corregedoria da instituição.
O órgão é responsável por apurar as infrações e garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa antes de emitir um parecer conclusivo.
Feminicídios em São Paulo
O crime ocorre em um período de alta violência de gênero no estado. São Paulo registrou 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, o maior número da série histórica para o período, representando um aumento de 41% em relação ao ano anterior.
Em todo o Brasil, o primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal da história para mulheres, com uma vítima a cada cinco horas.


