Jovem paraguaia é encontrada em trabalho análogo à escravidão em SP
Adolescente de 15 anos e filha de um mês foram encontradas em Guarulhos; menina trabalhava na cozinha e nas tarefas domésticas em casa com 15 moradores

Uma adolescente paraguaia de 15 anos foi encontrada, nesta quarta-feira (20), trabalhando em uma cozinha em situação análoga à escravidão em Guarulhos, na Grande São Paulo. A menina estava com sua filha, de aproximadamente um mês, e será retirada do local nesta quinta-feira (21).
Segundo informações da PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), por meio da Agência de Inteligência da Polícia Militar, agentes receberam a informação do desaparecimento da jovem, que estaria em situação análoga à escravidão no bairro Jardim Anny.
No local, os policiais militares conversaram com uma moradora da região, também de nacionalidade paraguaia.
Ela relatou que a adolescente a chamou no portão de casa, pedindo para usar um telefone e entrar em contato com a mãe, residente da Ciudad del Leste, no Paraguai. Depois da ligação, ela indicou uma casa na região para que a menina se abrigasse.
A dona da casa afirmou ter acolhido a adolescente em um alojamento de sua empresa de costura, onde ela "permaneceu trabalhando na cozinha e nas tarefas domésticas".
Policiais relataram que o local se tratava de uma residência de três pisos, com 15 moradores. O último piso era utilizado como um salão de corte e costura, onde são confeccionadas calças e bermudas.
Ao vistoriar o imóvel, notaram condições de moradia precárias, com instalações elétricas expostas, um único banheiro para todos os residentes, uma cozinha coletiva e quartos improvisados. Veja no vídeo abaixo:
A adolescente foi levada para a Superintendência da Polícia Federal, órgão responsável por crimes federais e situações envolvendo estrangeiros, onde o caso foi registrado.
O Consulado do Paraguai foi acionado e um representante deve buscar a mãe e o bebê nesta quinta feira (21) para dar início aos trâmites de retorno ao Paraguai.
A CNN Brasil procurou a PF para saber quais medidas foram adotadas, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo


