Piloto de helicóptero morre após tentativa de assalto na zona oeste de SP
Indivíduo em uma motocicleta anunciou o roubo ao condutor de um veículo e efetuou o disparo; criminoso fugiu
O piloto de helicóptero Odailton de Oliveira Silva, conhecido como Dato de Oliveira, de 70 anos, morreu após ser vítima de disparo de arma de fogo nesta terça-feira (19), na Avenida do Rio Pequeno, no bairro Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo. A informação da morte foi confirmada à CNN Brasil pela Polícia Militar.
Segundo informações preliminares, um indivíduo em uma motocicleta anunciou o roubo ao condutor de um veículo e efetuou o disparo. Após a ação, o criminoso fugiu.
O Corpo de Bombeiros prestou socorro e encaminhou a vítima ao Hospital Universitário para atendimento médico, onde veio á óbito. Um vídeo mostra a ação. Veja abaixo:
De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a perícia foi acionada e o caso foi registrado como latrocínio no 14º Distrito Policial, em Pinheiros.

Dato era amplamente reconhecido no mundo da aviação brasileira. Em nota, a GoFly Helicópteros, empresa de consultoria de aviação, lamentou a morte: "Com profundo pesar, a aviação se despede do Cmte. Dato de Oliveira. Seu legado, profissionalismo e paixão pelos céus permanecerão vivos na memória de todos que tiveram a honra de conhecê-lo. Que seu último voo seja em paz, sob céus eternamente claros".
Quem era o piloto
Dato era ativo nas redes sociais, onde compartilhava publicações sobre aviação, bastidores da profissão e experiências acumuladas ao longo de cinco décadas como piloto de helicóptero.
Na descrição de seus perfis, ele se apresentava como “piloto de helicópteros há 50 anos, escritor, ator e palestrante”. Também destacava participações nos filmes VIPs e Marighella.
Dato ainda era autor do livro autobiográfico Voar é a Segunda Melhor Coisa do Mundo, lançado no programa de Jô Soares. Na obra, relatava histórias da carreira na aviação, incluindo acidentes aéreos e até um sequestro envolvendo aeronave.
Em uma de suas apresentações pessoais, ele dizia ter como missão “inspirar, voar e viver com alegria e humildade — sempre”.



