Médico que matou colegas em Alphaville Plus é denunciado pelo MP

Carlos Alberto Azevedo Silva Filho foi preso em flagrante no dia 16 de janeiro após sacar uma pistola de calibre 9mm e efetuar diversos disparos contra as vítimas, mesmo na presença de guardas municipais

Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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O médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que matou a tiros outros dois colegas de profissão após uma briga em um restaurante, no bairro Alphaville Plus, foi denunciado pelo MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo).

A denúncia foi oferecida na segunda-feira (26) pelo promotor de Justiça Vitor Petri e revelada nesta terça-feira (27). Para Petri, o Carlos Filho cometeu os homicídios com as qualificadoras de motivo fútil, causando perigo comum, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e com uso de arma de fogo restrita.

O homem foi preso em flagrante no dia 16 de janeiro após sacar uma pistola de calibre 9mm e efetuar diversos disparos contra as vítimas, mesmo na presença de guardas municipais — fato destacado pelo MPSP — e de frequentadores de outros estabelecimentos da região.

As vítimas dos disparos eram Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius Dos Santos Oliveira, de 35. Imagens mostram o momento em que os médicos se desentendem no local. É possível ver que eles discutem e, logo em seguida, trocam socos. Veja:

Após a briga, a Guarda Civil Municpal foi acionada e compareceu ao restaurante. A situação teria sido inicialmente controlada. Em abordagem, os agentes questionaram se Carlos estava armado, mas ele negou.

No entanto, instantes depois, Luís Roberto e Vinicius saem do local. Nesse momento, o médico seguiu em direção a eles, sacou uma arma calibre 9mm e disparou diversas vezes.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), em nota enviada na data dos fatos, a arma de fogo foi apreendida, além de cápsulas deflagradas, uma bolsa, documentos diversos e R$ 16.140. A polícia representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Saiba quem eram os médicos mortos na ocorrência

O recebimento da denúncia fica a cargo do TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). O caso foi registrado como homicídio e localização/apreensão de objeto pela Delegacia de Barueri.

Em 2025, o médico Carlos já havia sido detido em um caso de racismo dentro de um hotel de alto padrão, em Aracaju (SE).