MP denuncia oito por morte de ex-delegado; vítima era alvo de ordem do PCC
Segundo as investigações, os denunciados planejaram e executaram Ruy Ferraz Fontes após ordem do Primeiro Comando da Capital por conta da atuação do delegado contra a facção

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou, nesta sexta-feira (21), oito pessoas ligadas à morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrida no último dia 15 de setembro, em Praia Grande, no litoral paulista. Segundo o MP, a vítima era alvo de uma ordem emitida pelo alto escalão do PCC (Primeiro Comando da Capital).
No documento, o MP ofereceu a denúncia aos oito suspeitos por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e por integrar organização criminosa armada.
Segundo a investigação, os denunciados planejaram e executaram a vítima após a ordem do PCC por conta da atuação do delegado contra a facção. O crime é considerado uma "morte anunciada", visto que Ferraz era jurado de morte pela facção desde 2006, após indiciar a cúpula do PCC, incluindo Marcola.
Segundo o MP, o grupo criminoso iniciou o planejamento do crime em março deste ano, com o furto e roubo de veículos, compra de armamentos e definição de imóveis que serviriam de apoio logístico.
O caso segue sendo investigado.
Quem era Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado inimigo do PCC executado em SP
Suspeitos soltos
Na última semana, a Justiça de São Paulo mandou soltar cinco dos 12 suspeitos indiciados pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
Além disso, foi pedida a prisão preventiva dos investigados pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os suspeitos que tiveram a prisão preventiva negada pela justiça responderão em liberdade, mas com medidas cautelares impostas, como tornozeleira eletrônica. Entre os 12 supostamente envolvidos no crime, cinco continuam presos e dois permanecem foragidos.
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Relembre o caso
Ruy Ferraz Fontes foi executado no dia 15 de setembro em uma emboscada. O crime ocorreu após uma perseguição em alta velocidade e o capotamento do carro do delegado. Criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil contra ele.
Após a execução, os carros usados pelos criminosos, que eram roubados, foram abandonados e um deles incendiado, na tentativa de apagar vestígios.
A análise inicial da ação criminosa revela um planejamento meticuloso e o conhecimento técnico dos executores, que perseguiram Fontes antes de desferir mais de 20 tiros de fuzil.


