Mulher e pai são encontrados mortos em casa na zona Leste de SP
Corpos foram localizados após familiares sentirem forte odor; namorado é investigado

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 26 anos e do pai dela, de 57, encontrados sem vida dentro de uma casa no Jardim Nair, na zona Leste de São Paulo, na terça-feira (21). O caso é tratado como duplo homicídio.
As vítimas foram identificadas como Thiely Da Silva Alves e José Ribamar De Sousa Alves. Os corpos estavam no imóvel onde a jovem morava, na Rua Santa Angélica.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados após familiares estranharem a falta de contato com as vítimas. No local, uma irmã de Thiely relatou que não conseguia falar com ela havia dias e decidiu ir até a residência.
Ao perceber um forte cheiro vindo de dentro do imóvel, a familiar forçou a entrada pela janela e encontrou os dois caídos no chão, aparentemente já sem vida.
De acordo com depoimentos, Thiely havia se desentendido com o namorado dias antes do crime. Testemunhas relataram à polícia que o homem, conhecido pelo apelido de “Favela”, teria ido até a casa da jovem na madrugada de sábado (18), onde houve discussão envolvendo também o pai da vítima.
Mensagens trocadas pela jovem com familiares indicam que o relacionamento havia terminado após a briga. Em um dos relatos, ela afirma que o homem teria causado confusão na residência e se recusado a deixar o local.
Ainda segundo testemunhas, o suspeito apresentava comportamento agressivo e teria discutido com Thiely novamente horas depois. A última resposta enviada pela jovem a uma prima foi na madrugada de domingo (19), quando disse que estava discutindo com o pai. Após isso, não houve mais contato.
O namorado negou participação no crime e apresentou à polícia sua versão dos fatos, afirmando que deixou a casa ainda na madrugada de sábado e não voltou mais ao local. Ele entregou o celular para análise.
Um ex-companheiro da vítima também relatou ter recebido uma mensagem de voz na madrugada de domingo, em que Thiely dizia estar enfrentando problemas no portão de casa, enquanto era possível ouvir um homem gritando ao fundo.
A polícia aponta que não há, até o momento, testemunhas diretas do crime e que há versões divergentes entre os envolvidos. Por isso, o caso foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que passa a auxiliar nas investigações.
Perícias foram solicitadas no local e nos corpos das vítimas. A polícia também analisa celulares e imagens que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.


