Mulher morre em Congonhas: aeroporto registrou 17 ocorrências em 2026

Ocorrências que variam desde "falhas ou mau funcionamento de sistema" até o "contato anormal com a pista"; caso de idosa morta não foi contabilizado

Julia Farias e Rafael Saldanha, da CNN Brasil, São Paulo
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O Aeroporto de Congonhas, na zona Sul de São Paulo, registrou 17 ocorrências, em 2026. Na última sexta-feira (29), uma idosa morreu após cair da escada de desembarque de um avião da Latam dentro do aeroporto.

Os dados correspondem ao Sipaer (Sistema de Prevenção e Acidentes Aeronáuticos), da FAB (Força Aérea Brasileira). Segundo o painel, o local registrou ocorrências que variam desde "falhas ou mau funcionamento de sistema" até o "contato anormal com a pista".

Entre as ocorrências, também está a aproximação de duas aeronaves durante operações dentro do aeroporto, no último dia 30 de abril. A ocasião envolveu um Boeing 737-800 da Gol, que realizava pouso procedente de Salvador, e um Embraer E195-E2 da Azul, que decolava para Confins.

Veja as ocorrências no aeroporto neste ano

  • Perda de separação/Colisão em voo: 3;
  • Falha ou mau funcionamento de sistema/Componente: 4;
  • Contato anormal com a pista: 1;
  • Incursão em pista: 1;
  • Fogo/fumaça (sem impacto): 1;
  • Colisão com ave: 6;
  • Gerenciamento de tráfego aéreo/Perda de separação/Colisão em voo: 1.

A Aena, responsável pelo terminal, informou que o número de ocorrência registradas até o momento representa queda de 39% na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado. Leia na íntegra:

"O Painel Sipaer reúne ocorrências de diversas categorias, envolvendo a operação da aeronave: colisão com pássaros, gestão de tráfego aéreo, operação das companhias e do aeroporto, não necessariamente relacionadas somente à infraestrutura aeroportuária. Em 2026, o número de ocorrência registradas até o momento representa queda de 39% na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado". 

Em nota, a FAB informou que, como a recente morte da idosa não teve efeito para segurança de voo, o caso não será contabilizado no painel do Sipaer. Leia na íntegra:

"A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que os dados relativos ao evento foram analisados pelos investigadores do Centro, que concluíram tratar-se de uma ocorrência sem efeito para a segurança de voo, não sendo passível de investigação no âmbito do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER)". 

Entenda caso de idosa morta em desembarque

A morte de uma idosa, de 72 anos, que caiu da escada de desembarque de uma aeronave no aeroporto, é investigada pela Polícia Civil como morte suspeita.

As investigações começaram na última sexta-feira (29), após o filho da vítima comparecer à delegacia informando que sua mãe teria sofrido uma queda ao desembarcar do voo LA3785, da Latam, que partiu de Ribeirão Preto, no interior paulista, com destino à capital.

Ela foi socorrida por uma ambulância do aeroporto, que prestou os primeiros socorros e depois realizou o encaminhamento da mulher para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Jabaquara.

Durante o atendimento médico, a vítima foi acompanhada por uma funcionária da companhia aérea, que permaneceu até a chegada dos familiares. Posteriormente a mulher foi transferida para o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, mas não resistiu à queda e morreu no domingo (31).

Em nota, a Latam lamentou a morte da mulher e afirmou que seguiu todos os protocolos previstos para esse tipo de ocorrência.

"A LATAM lamenta profundamente o falecimento da passageira e é solidária com seus familiares. A companhia ressalta que segue todos os protocolos previstos para esse tipo de situação, reiterando que adota todas as medidas de segurança possíveis, técnicas e operacionais, para garantir uma viagem segura para todos", informou.

À CNN Brasil, a Aena também lamentou o ocorrido e expressou solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

Aproximação de aeronaves

Segundo informações divulgadas pelo site especializado Aeroin, no dia 30 de abril, duas aeronaves chegaram a ficar separadas por cerca de 22 metros na vertical dentro do aeroporto. Após a aproximação, o avião da Gol iniciou uma curva à direita, enquanto a aeronave da Azul fez curva à esquerda.

Apesar do susto, o voo da Gol realizou nova aproximação e pousou em segurança em Congonhas. Já o avião da Azul seguiu normalmente para Confins, onde aterrissou sem intercorrências.

Em nota enviada à CNN Brasila Aena afirmou que “não há registro de colisão” e destacou que a gestão do espaço aéreo brasileiro é de responsabilidade do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão ligado à FAB.

A Gol informou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu em segurança e dentro do horário programado.