Operação em SP mira rede de lavagem de dinheiro para o PCC

Objetivo era cumprir 54 mandados judiciais, sendo seis de prisão e 48 de busca e apreensão; criminosos montaram estrutura proveniente do tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar

Vitor Bonets, da CNN Brasil*, Julia Farias, colaboração para a CNN Brasil, Bruno Teixeira, da CNN Brasil, em São Paulo
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Uma operação da PCESP (Polícia Civil de São Paulo), na manhã desta quinta-feira (4), mirou uma quadrilha que "prestava serviços" de lavagem de dinheiro para o crime organizado. O objetivo do grupo seria ocultar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.

As investigações apontaram que há indicíos de que a rede criminosa tenha ligação direta com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

O objetivo da ação era cumprir 54 mandados judiciais, sendo seis de prisão e 48 de busca e apreensão na capital paulista e na Grande São Paulo.

Além disso, a Justiça determinou o sequestro de 49 imóveis, de três embarcações e 257 veículos em nome dos investigados. Pelo menos 20 pessoas físicas e outras 37 jurídicas tiveram as contas bloqueadas.

De acordo com balanço apresentado pela polícia após a operação, foram apreendidos 7 carros: incluindo veículos de luxo como Porsches e Audi; e bloqueados judicialmente os 257 veículos autorizados pela Justiça.

O valor total dos bloqueios pode chegar a aproximadamente R$6 bilhões.

Os investigadores apontam que os alvos viviam uma vida de luxo e ganhavam milhões com a atividade criminosa. 

A operação não conseguiu, no entanto, cumprir nenhum dos mandados de prisão expedidos. "Não há indício de vazamento. Eles não estavam no local. Os locais que a gente tinha levantado, como sendo deles, eles não estavam. Pode ser um golpe de sorte, mas não tem nenhum indício de vazamento", afirmou o diretor do Deic Ronaldo Sayeg.

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De acordo com a corporação, a quadrilha tinha três núcleos principais. Eles eram divididos em coletores, responsáveis por arrecadar os valores ilícitos; intermediários, encarregados de movimentar e ocultar os recursos; e beneficiários finais, que recebiam o dinheiro já "lavado". 

A Polícia Civil classifica a operação "Falso Mercúrio" como uma das maiores ações contra o crime de lavagem de dinheiro. A operação recebeu esse nome em alusão ao deus do comércio e dos trapaceiros na mitologia romana.

Mais de 100 policiais civis cumpriram as diligências.

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