Operação mira esquema de desvio de medicamentos em Barueri (SP)

Grupo atuava na região há cerca de dez meses; prejuízo é estimado em quase R$ 1 milhão

Larissa Soave, da CNN Brasil*, em São Paulo
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A Polícia Civil deflagrou a operação Efeito Colateral, nesta terça-feira (24), para investigar um esquema de desvio e revenda ilegal de medicamentos de um órgão de saúde municipal de Barueri. Segundo investigações, o grupo atuava há cerca de dez meses, com sete episódios de desvio identificados.

O esquema prejudicou diretamente o atendimento de saúde ao retirar de circulação medicamentos que deveriam ser destinados a pacientes. Além disso, o impacto financeiro se aproxima de R$ 1 milhão nos cofres públicos.

De acordo com apuração da polícia, a retirada irregular dos medicamentos era realizada por funcionários ligados ao setor de almoxarifado do órgão. Os medicamentos eram, então, repassados e revendidos por meio de uma empresa, levantando indícios de lavagem de dinheiro.

São cumpridos quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão nas cidades de Barueri, Santana de Parnaíba e Osasco. Os suspeitos podem responder por furto qualificado, associação criminosa e lavagem de capitais.

Segundo a SSP (Secretária de Segurança Pública), diligências seguem em andamento para identificar a extensão do esquema.

Em nota, a Prefeitura de Barueri afirmou que foram tomadas as devidas providências para apurar as irregularidades imediatamente após a ciência dos fatos, e que colaboram integralmente com as autoridades policiais e órgãos de controle.

"Cumpre destacar que os envolvidos, cujos nomes estão sendo veiculados pela imprensa, não são servidores do município, pois, são contratados diretos da Organização Social responsável pela gestão do equipamento de saúde apontado." afirma a Prefeitura.

Já a Prefeitura de de Santana de Parnaíba afirmou que o município não tem qualquer envolvimento com os fatos investigados. "Esclarecemos ainda que eventuais ações realizadas no território do município referem-se exclusivamente ao cumprimento de mandados judiciais em endereços residenciais onde possam residir pessoas investigadas." completou em nota.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo