Operação que prendeu Deolane também tem Marcola e família como alvo
Operação do Ministério Público de São Paulo investiga esquema milionário de lavagem de dinheiro
A operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira (21), também mira Marcola, principal líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), e sua família.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a família de Marcola atuava junto da influenciadora para lavar dinheiro da principal facção criminosa do país.
Investigação
As apurações que culminaram na operação atual tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau.
O material, encontrado com dois detentos, detalhava a dinâmica interna da facção e mencionava uma "mulher da transportadora" que colaboraria com o levantamento de endereços de agentes públicos para possíveis ataques.
A investigação aponta que Deolane e membros da família de Marcola, principal liderança do PCC, são alvos de um inquérito que apura crimes de lavagem de capitais e organização criminosa.
A polícia identificou uma empresa de transportes em Presidente Venceslau utilizada como braço financeiro, que era controlada pela família de Marcola.
No decorrer das investigações, a perícia em um aparelho celular revelou conversas entre familiares e Deolane Bezerra.
Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de bens de luxo.
Outro lado
Irmã de Deolane Bezerra
Pelas redes sociais, a advogada e irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, afirmou que a nova prisão de Deolane significa uma perseguição contra a advogada. Veja nota na íntegra:
"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos.
Acusar é fácil. Difícil é provar.
No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expões, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública...para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi feito. E isso é grave.
Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.
Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome."
Defesa de Marco Willians Herbas Camacho, do PCC
Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, vem a público esclarecer os fatos relacionados à Operação Vernix, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de 2026, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) da comarca de Presidente Prudente, com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A operação se insere no âmbito de investigações sobre suposta organização criminosa e prática de lavagem de dinheiro, envolvendo alegadas movimentações financeiras incompativeis e conexões empresariais investigadas pelo Ministério Público.
É importante contextualizar que toda essa cadeia investigativa teve origem em julho de 2019, quando agentes penitenciários encontraram manuscritos descartados na caixa de esgoto de uma cela da Penitenciária Il de Presidente Venceslau, habitada por outros dois presos. Um desses bilhetes fazia menção a 'aquela mulher da transportadora', referência que a policia interpretou como indicativo de vinculo com uma empresa de transporte na região, a Lopes Lemos Transportes Ltda.
A partir dessa única menção, desdobraram-se investigações sucessivas que chegaram, anos depois, ao nome de Marco.
O cumprimento de medidas cautelares não implica, em nenhuma hipótese, presunção de culpabilidade.
As investigações atribuem a Marco, em tese, suposta participação nos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de capitais - relacionados, segundo o inquérito, a movimentações financeiras de terceiros e um vinculo indireto com a empresa de transportes.
É fundamental deixar claro que estamos na fase de inquérito policial, que se apoia exclusivamente em 'indicios e 'suspeitas, expressões que, no direito, têm peso probatório limitado e que precisam ser submetidas ao contraditório antes de qualquer conclusão. É nessa fase que os fatos serão efetivamente apurados, com pleno exercício da ampla defesa.
Solicitamos à imprensa e à sociedade que garantam a presunção de inocência, direito fundamental do ordenamento juridico brasileiro, abstendo-se de conclusões precipitadas que possam prejudicar o andamento do processo e a imagem dos envolvidos antes de qualquer pronunciamento judiciall definitivo.
A defesa de integrantes da família de Marcola também emitiu um comunicado. Veja abaixo:
"A defesa de Paloma Sanches Herbas Camacho Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, representada pelo advogado Bruno Ferullo, vem a pública manifestar-se sobre a Operação Vernix, deflagrada em 21 de maio de 2026 pelo GAECO de Presidente Prudente.
Esclarecemos que o deferimento de medidas cautelares não implica, em nenhuma hipótese, presunção de culpabilidade. O caso encontra-se na fase de inquérito policial, etapa preliminar baseada em indicios sujeitos ao contraditório, e a inocencia de nossos clientes será plenamente comprovada ao longo do processo.
Solicitamos à imprensa e á sociedade o respeito à presunção de inocencia, direito fundamental garantido pela Constituição Federal, abstendo-se de conclusões precipitadas antes de qualquer pronunciamento judicial definitivo."
A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos citados. O espaço segue aberto.


