Ao todo, a Operação Caffeine Break contou com 210 agentes e tinha 20 mandados de prisão temporária a serem cumpridos, além de 51 de busca e apreensão em cidades do estado de São Paulo e no Rio de Janeiro.
Segundo a última atualização da PF, 17 pessoas foram presas.
As investigações começaram após análise de movimentações suspeitas de uma empresa de suplementos e energéticos à base de cafeína, sediada em São José dos Campos. Outras duas empresas também foram identificadas. As companhias, juntas, adquiriram mais de 550 toneladas de cafeína sem respaldo econômico ou logístico, com notas fiscais falsas para ocultar o esquema.
O sócio de uma das empresas já havia sido preso em 2010 por crime semelhante na Operação Opus Magna. Segundo a PF, o grupo agora contava com uma rede mais sofisticada, envolvendo químicos, farmacêuticos, despachantes aduaneiros e advogados.
Além das prisões, as ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal de São José dos Campos, que também determinou o bloqueio de 59 contas bancárias e o sequestro de 83 bens móveis e imóveis, avaliados em até R$ 72 milhões.
Os investigados responderão por desvio de produtos químicos controlados e participação em organização criminosa, crimes que somam penas de mais de 25 anos de prisão.