PM da Rota que matou policial civil durante diligência é afastado

Rafael Moura foi baleado em ação na zona sul de São Paulo na sexta-feira (11); outro agente também foi atingido de raspão

Gabriela Milanezi, Rafael Villarroel, da CNN, em São Paulo
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A Polícia Militar afastou temporariamente o agente da Rota que atirou no investigador da Polícia Civil Rafael Moura, de 38 anos, que morreu nesta quarta-feira (16) após cinco dias internado em estado grave no Hospital das Clínicas.

Na última sexta-feira (11), uma equipe do Cerco (Corpo de Repressão Especial ao Crime Organizado) estava em diligência em um ponto de tráfico de drogas no Capão Redondo, quando encontraram os agentes da Rota vindo no sentido oposto. Durante a diligência, a equipe acenou aos policiais da Rota, mas foram atingidos pelos disparos.

Rafael Moura da Silva foi alvejado por três disparos e uma das balas ficou alojada em seu abdômen. O policial tem 11 anos de carreira no Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) e estava em serviço com os colegas na Favela do Fogaréu.

O velório do investigador deve acontecer na manhã desta quinta-feira (17) na Academia de Polícia de São Paulo (Acadepol) às 8h. Já o sepultamento irá ocorrer às 16h, no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra, na Grande SP.

Além dele, outro Polícia Civil, Marcos Santos de Sousa, foi atingido de raspão na cintura e foi atendido no Hospital Campo Limpo, mas foi liberado após atendimento.

Uma testemunha afirmou que os agentes da Rota "atiraram para depois perguntar". Os policiais teriam afirmado que, no local da ocorrência, a equipe da Rota queria apresentar a versão de troca de tiros.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que "o policial está afastado das atividades operacionais para acompanhamento psicológico, conforme protocolos da Corporação".

Ainda em nota, a pasta declarou que "a natureza da ocorrência foi alterada de homicídio tentado para consumado. A tipificação penal definitiva, eventual indiciamento, bem como outras deliberações e providências serão definidas a partir da análise dos elementos de prova reunidos ao longo da investigação".

Além disso, os fatos seguem sendo apurados por meio de um inquérito policial, que está sob responsabilidade do 37º DP (Campo Limpo), área onde ocorreu o incidente.

*Sob supervisão de Pedro Osorio