Polícia Civil investiga 'ranking sexual' em universidade no interior de SP

Seis vítimas foram identificadas e cinco estudantes de Psicologia da Unoeste são suspeitos de criar e compartilhar o material

Fernanda Palhares, colaboração para a CNN Brasil, Helena Barra, da CNN Brasil*, em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo investiga a criação e o compartilhamento de um “ranking sexual” organizado por estudantes do curso de Psicologia da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), localizada em Presidente Prudente (SP). O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) nesta sexta-feira (21).

Até o momento, seis vítimas foram identificadas e cinco suspeitos são investigados.

Na noite de quinta-feira (20), o coletivo “Frente Pela Vida das Mulheres”, de Presidente Prudente, foi às ruas para protestar contra a objetificação e a violência contra as mulheres no ambiente universitário.

“Que nenhuma mulher que tenha sido exposta, constrangida ou violentada se sinta obrigada a guardar silêncio. Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta”, escreveu o coletivo em uma publicação.

Em nota de repúdio, o grupo pediu a apuração do caso, acolhimento das vítimas, proteção contra retaliações e medidas concretas por parte da universidade.

Um ofício foi protocolado na Reitoria da Unoeste, cobrando medidas urgentes, responsabilização e providências concretas diante do caso.

A CNN solicitou um posicionamento à universidade e aguarda retorno.

Caso parecido aconteceu no RS

Oito alunos do IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense), em Pelotas (RS), foram afastados suspeitos de criar e compartilhar uma lista com conteúdo de cunho sexual sobre alunas da instituição. Conforme a direção, pelo menos 30 adolescentes estariam envolvidas no material.

A Polícia Civil informou que, o dia 24 de março deste ano, três alunas foram à delegacia registrar boletim de ocorrência. As idades dos suspeitos e das vítimas não foram divulgadas.

A lista, criada em formato de ranking, teria sido compartilhada em grupos de redes sociais e aplicativos de mensagens. O material incluía imagens não autorizadas e comentários ofensivos e depreciativos a respeito das adolescentes.