Polícia faz operação contra plano do PCC para executar autoridades em SP

Um dos alvos seria o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, visado há anos pela facção criminosa; são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (24)

Vitor Bonets, da CNN Brasil*, Carolina Figueiredo, da CNN Brasil, em São Paulo
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O MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Polícia Civil realizam, na manhã desta sexta-feira (24), uma operação que mira planos do PCC (Primeiro Comando da Capital) para atacar autoridades de São Paulo. Um dos alvos seria o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, visado há anos pela facção.

O coordenador de presídios, Roberto Medina, responsável por unidades prisionais da Região Oeste do estado, também seria uma das autoridades inseridas no plano de execução da facção. 

Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública), dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas durante a Operação Recon, na Cidade de Presidente Prudente.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão contra o grupo. Os mandados acontecem nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).

Durante a operação, foram apreendidos mais de 4,3 quilos de drogas, quatro veículos, um simulacro de arma de fogo, 30 munições calibre .380, bem como R$ 7,6 mil em espécie. Equipamentos eletrônicos e anotações também foram recolhidos para contribuir com as investigações.

Quem é Lincoln Gakiya, promotor jurado pelo PCC e alvo de plano de execução

As investigações mostram a existência de uma célula do crime organizado estruturada e altamente disciplinada. O setor seria resposnsável por realizar levantamentos detalhados da rotina de autoridades públicas e de familiares das possíveis vítimas. O objetivo seria preparar atentados contra os alvos previamente selecionados.

Segundo o MP, os criminosos já tinham identificado, monitorado e mapeado os hábitos diários de autoridades.

A célula funcionava em um rígido esquema de divisão, em que cada integrante realizava uma função específica sem conhecer a totalidade do plano. A estratégia dificultava a detecção da trama.

O plano de ataque foi detectado e neutralizado pelas autoridades. Os envolvidos foram identificados em fase de reconhecimento e vigilância. Além disso, foram apreendidos materiais e equipamentos que devem passar por perícia e podem levar à descoberta dos responsáveis pela etapa de execução do atentado.

Ainda de acordo com o Ministério Público, as buscas desta manhã (24) devem resultar na captura de elementos que podem ajudar nas próximas fases da investigação. O objetivo é conseguir provas voltadas à identificação de outros participantes no plano e ao mapeamento completo da cadeia de comando criminosa.

A "Operação Recon", como foi intitulada, também conta com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal.

(Em atualização)